Château de Pibarnon
Bandol Rosé 2022
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- Produtor
- Château de Pibarnon
- Safra
- 2022
- Uva
- 65% Mourvèdre, 35% Cinsault
- País
- França
- Categoria
- rose
Uva
65% Mourvèdre, 35% Cinsault
Tipo
rose
Região
Provença (Bandol)
País
França
Como é este vinho
Cor rosa pálido e brilhante, com reflexos quase salmão. No nariz aparecem romã, frutas cítricas, flores brancas, notas de iodo e pedra esmagada, um perfil que lembra brisa marinha. Na boca é envolvente e carnudo, com um núcleo de fruta suculenta equilibrado por acidez viva, quase de laranja sanguínea, que sustenta um final longo, salino e mineral. A textura é sedosa, sem taninos perceptíveis, e o corpo é médio a encorpado para um rosé, resultado direto da presença marcante do Mourvèdre no corte.
Com o que combina
Peixes grelhados como robalo ou tainha, tarama e ovas de peixe (poutargue), presunto ibérico de bellota, queijo roquejort, saladas mediterrâneas com azeitonas e ervas, e também carnes brancas grelhadas ou cordeiro na brasa acompanham bem esse rosé mais estruturado e gastronômico.
Sobre o vinho e o produtor
O Château de Pibarnon é a propriedade de referência da AOC Bandol, conduzida desde 2000 por Éric de Saint Victor na encosta voltada para o Mediterrâneo em La Cadière-d'Azur. Diferente da maioria dos rosés de Provença, que priorizam leveza e frescor imediato, o rosé de Pibarnon aposta na base de Mourvèdre para dar estrutura e capacidade de evolução ao vinho, um estilo que a própria casa descreve como 'des 4 saisons' — mais frutado e aéreo nos primeiros meses, tornando-se mineral e complexo com o tempo. A safra 2022 em Bandol foi marcada por um ano climaticamente irregular, com boa reserva hídrica acumulada até dezembro anterior, resultando em um vinho descrito pela crítica como cítrico, mentolado e com final calcário bem definido. A vinificação separa os dois cortes: o Cinsault é prensado diretamente para trazer fruta e untuosidade, enquanto o Mourvèdre vem de sangria para conferir estrutura fina e complexidade.
Vale saber
- Não é necessário decantar; trata-se de um rosé para servir direto da garrafa, mas vale deixar respirar alguns minutos se aberto muito frio.
- A safra 2022 foi elogiada pela crítica internacional (Wine Advocate e Wine Spectator) por sua acidez viva tipo laranja sanguínea e final salino bem marcado, com potencial de evoluir por 2 a 5 anos, algo incomum para um rosé.
- Diferente da maioria dos rosés provençais leves e de consumo imediato, este rótulo se aproxima mais do estilo de 'grand rosé' gastronômico, graças à presença dominante do Mourvèdre no corte, uva que também sustenta o tinto de guarda da casa.
- O solo triássico rico em calcário e a altitude de até 300 metros, com noites frescas mesmo em pleno verão mediterrâneo, explicam a combinação de fruta madura com uma acidez e salinidade pronunciadas raras em rosés da região.
- Vale compará-lo a outros rosés de Bandol 'de guarda' como os da Domaine Tempier, já que ambos fogem do padrão provençal mais pálido e leve, priorizando corpo e capacidade de evolução em garrafa.
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