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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Casanova di Neri

IrRose Toscana IGT 2020

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Casanova di Neri
Safra
2020
Uva
Sangiovese (100%)
País
Itália
Categoria
rose

Uva

Sangiovese (100%)

Tipo

rose

Região

Toscana

País

Itália

Como é este vinho

Nasceu com nariz de morango silvestre, groselha e casca de laranja, e o tempo de garrafa migrou esse conjunto para fruta em compota, damasco seco e um traço de mel e cítrico confitado. A cor, que já era mais carregada que a de um rosé provençal por causa das doze horas de casca, hoje puxa para o salmão acobreado. Na boca ainda há acidez de sobra, herança da colheita antecipada, mas a fruta perdeu contorno fresco e quem sustenta o gole é a textura salgada e o extrato de 20,4 g/l. O corpo é leve e os 11,5% de álcool mantêm tudo fácil de beber, com final seco e um amargor discreto de casca. É um rosé de sangiovese com estrutura de verdade, não um rosé de piscina, e foi exatamente essa estrutura que o deixou chegar de pé até aqui.

Com o que combina

Presunto toscano e finocchiona, panzanella, salada de grão-de-bico com atum e cebola roxa, arroz de polvo, tortilla de batata, pizza margherita e pecorino toscano semicurado.

Sobre o vinho e o produtor

O IrRosé é a leitura rosada do sangiovese de Montalcino, um exercício que Casanova di Neri só passou a assinar em 2018, quase cinquenta anos depois do primeiro Brunello da família. Não é subproduto de tinto: a fruta é colhida à mão cerca de duas semanas antes do sangiovese que vai para os vinhos tintos, justamente para chegar com acidez alta e açúcar contido, e daí vêm os 11,5% de álcool e o perfil tenso. As doze horas de contato com a casca antes da prensagem dão mais cor e mais textura do que o padrão pálido do sul da França, e os seis meses em aço arredondam sem nunca envolver madeira. A safra 2020 foi um ano quente porém equilibrado em Montalcino, de colheita adiantada, e entregou rosés de fruta cheia. Aberta agora, esta garrafa é um vinho fora da janela original que sobrevive pela acidez e pelo extrato, e não pelo frescor.

Corpoleve
Graduação11,5% vol.
AmadurecimentoColheita manual em setembro, cerca de duas semanas antes do sangiovese destinado aos tintos, para chegar à adega com acidez alta e açúcar contido; doze horas de contato com as cascas, prensagem e fermentação em branco em cubas de aço inox a temperatura controlada; seis meses de afinamento em aço antes do engarrafamento e descanso posterior em garrafa, sem madeira em nenhuma etapa
Servir a7-10 °C
GuardaRosé pensado para os dois ou três primeiros anos de vida e hoje bem além dessa janela. Com seis anos de garrafa o que resta é um vinho de fruta em compota e leve registro oxidativo, sustentado pela acidez de 5,8 g/l e pelo extrato; beba já, bem gelado, sem guardar mais.
ClassificaçãoToscana IGT rosé de sangiovese de Montalcino, feito por maceração pelicular curta seguida de vinificação em branco; linha estreada na safra 2018

Vale saber

  • Não é sangria de tinto nem sobra de vinificação: existe uma colheita própria, duas semanas mais cedo, só para este rótulo. É o que explica os 11,5% de álcool e a acidez de 5,8 g/l num lugar de vinhos densos.
  • As doze horas de casca colocam o vinho na fronteira entre rosé claro e rosé de cor, com mais pigmento e mais aperto de boca do que um Provence e uma leve pegada tânica no final.
  • Safra 2020 aberta agora está fora de janela. Se a garrafa foi bem guardada, espere compota e casca de laranja no lugar do morango fresco, e sirva mais gelado, perto de 7 °C, para compensar a perda de tensão.
  • Só aço em todas as etapas: a textura que aparece vem dos seis meses de afinamento antes do engarrafamento, nunca de barrica.
  • Como referência de estilo, aproxima-se mais de um Cerasuolo d-Abruzzo estruturado ou de um Bandol rosé do que dos rosés pálidos da Provença, tanto na cor quanto no peso de boca.

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