Casanova di Neri
IrRose Toscana IGT 2020
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Preço publicado na abertura
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- Produtor
- Casanova di Neri
- Safra
- 2020
- Uva
- Sangiovese (100%)
- País
- Itália
- Categoria
- rose
Uva
Sangiovese (100%)
Tipo
rose
Região
Toscana
País
Itália
Como é este vinho
Nasceu com nariz de morango silvestre, groselha e casca de laranja, e o tempo de garrafa migrou esse conjunto para fruta em compota, damasco seco e um traço de mel e cítrico confitado. A cor, que já era mais carregada que a de um rosé provençal por causa das doze horas de casca, hoje puxa para o salmão acobreado. Na boca ainda há acidez de sobra, herança da colheita antecipada, mas a fruta perdeu contorno fresco e quem sustenta o gole é a textura salgada e o extrato de 20,4 g/l. O corpo é leve e os 11,5% de álcool mantêm tudo fácil de beber, com final seco e um amargor discreto de casca. É um rosé de sangiovese com estrutura de verdade, não um rosé de piscina, e foi exatamente essa estrutura que o deixou chegar de pé até aqui.
Com o que combina
Presunto toscano e finocchiona, panzanella, salada de grão-de-bico com atum e cebola roxa, arroz de polvo, tortilla de batata, pizza margherita e pecorino toscano semicurado.
Sobre o vinho e o produtor
O IrRosé é a leitura rosada do sangiovese de Montalcino, um exercício que Casanova di Neri só passou a assinar em 2018, quase cinquenta anos depois do primeiro Brunello da família. Não é subproduto de tinto: a fruta é colhida à mão cerca de duas semanas antes do sangiovese que vai para os vinhos tintos, justamente para chegar com acidez alta e açúcar contido, e daí vêm os 11,5% de álcool e o perfil tenso. As doze horas de contato com a casca antes da prensagem dão mais cor e mais textura do que o padrão pálido do sul da França, e os seis meses em aço arredondam sem nunca envolver madeira. A safra 2020 foi um ano quente porém equilibrado em Montalcino, de colheita adiantada, e entregou rosés de fruta cheia. Aberta agora, esta garrafa é um vinho fora da janela original que sobrevive pela acidez e pelo extrato, e não pelo frescor.
Vale saber
- Não é sangria de tinto nem sobra de vinificação: existe uma colheita própria, duas semanas mais cedo, só para este rótulo. É o que explica os 11,5% de álcool e a acidez de 5,8 g/l num lugar de vinhos densos.
- As doze horas de casca colocam o vinho na fronteira entre rosé claro e rosé de cor, com mais pigmento e mais aperto de boca do que um Provence e uma leve pegada tânica no final.
- Safra 2020 aberta agora está fora de janela. Se a garrafa foi bem guardada, espere compota e casca de laranja no lugar do morango fresco, e sirva mais gelado, perto de 7 °C, para compensar a perda de tensão.
- Só aço em todas as etapas: a textura que aparece vem dos seis meses de afinamento antes do engarrafamento, nunca de barrica.
- Como referência de estilo, aproxima-se mais de um Cerasuolo d-Abruzzo estruturado ou de um Bandol rosé do que dos rosés pálidos da Provença, tanto na cor quanto no peso de boca.
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