Casanova di Neri
IrRose Toscana IGT 2023
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- Produtor
- Casanova di Neri
- Safra
- 2023
- Uva
- Sangiovese (100%)
- País
- Itália
- Categoria
- rose
Uva
Sangiovese (100%)
Tipo
rose
Região
Toscana
País
Itália
Como é este vinho
O nariz é de morango silvestre e cereja fresca, com casca de toranja, pétala de rosa e um sopro de erva-doce por trás. Na boca entra tenso e completamente seco, sem nenhum resíduo de açúcar, e a acidez de 5,8 g/l corta reto do ataque ao final. As doze horas de contato com a casca deixam mais cor e mais aperto de textura do que num rosé provençal médio, com uma leve pegada tânica no fim do gole que denuncia o sangiovese por trás. O corpo é leve e os 11,5% de álcool mantêm o vinho ágil, enquanto o extrato de 20,4 g/l dá densidade suficiente para enfrentar comida de verdade. O final é de comprimento médio, salgado, com retorno de casca de cítrico e um toque de pedra.
Com o que combina
Crudo de peixe branco com azeite e limão, spaghetti ao tomate fresco e manjericão, fritto misto de frutos do mar, salada niçoise, presunto cru com melão, pizza margherita e ceviche de tainha.
Sobre o vinho e o produtor
O IrRosé é a versão rosada do sangiovese de Montalcino numa casa que passou meio século dedicada a tintos de longa maturação, e só estreou nesse território na safra 2018. A lógica é oposta à do rosé feito de sobra: existe uma colheita manual dedicada, cerca de duas semanas antes do sangiovese dos tintos, para que a fruta chegue com acidez alta e açúcar contido. Doze horas de maceração pelicular dão cor e textura acima do padrão pálido do sul da França, e a partir daí tudo acontece como num branco, com fermentação em aço a temperatura controlada e seis meses de afinamento sem qualquer madeira. A safra 2023 trouxe primavera chuvosa e verão quente amenizado por um setembro mais fresco, condições que favorecem justamente esse tipo de colheita antecipada e entregam um rosé de acidez firme e fruta bem desenhada. Dentro do portfólio é o rótulo mais leve e o mais distante do estilo de fruta madura e corpo cheio que consagrou a casa.
Vale saber
- Sirva em taça de vinho branco, não em taça larga de rosé. Com apenas 11,5% de álcool e aroma delicado, o vinho precisa de concentração de bouquet para não desaparecer.
- A pegada levemente tânica no final não é defeito: é o sangiovese aparecendo através das doze horas de casca, e é ela que faz o vinho aguentar prato temperado em vez de só aperitivo.
- 2023 foi ano de primavera úmida e muita pressão de míldio na Toscana, resolvido por um verão quente e setembro fresco. Para colheitas antecipadas como esta o saldo foi positivo, com acidez preservada.
- Não confunda estrutura com peso: apesar do corpo leve, o extrato de 20,4 g/l coloca este rosé acima da média em densidade de boca, mais perto de um Cerasuolo d-Abruzzo que de um Provence.
- É um dos poucos rótulos da casa que não pede espera nenhuma. Compre para beber dentro de dois anos e não guarde por curiosidade, porque a curva só desce.
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