Château Fonroque
Château Fonroque 2011
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- Produtor
- Château Fonroque
- Safra
- 2011
- Uva
- 80% Merlot, 20% Cabernet Franc
- País
- França
- Categoria
- tinto
Uva
80% Merlot, 20% Cabernet Franc
Tipo
tinto
Região
Bordeaux (Saint-Émilion)
País
França
Como é este vinho
O nariz traz frutas vermelhas frescas como cassis e framboesa, entrelaçadas com notas florais de violeta, tabaco e um toque terroso de sotobosque. Na boca a entrada é macia e suave, com corpo médio e uma textura que ganha uma dimensão quase cristalina, marcada pela mineralidade calcária típica do platô de Fonroque. A acidez é viva e dá energia ao conjunto, os taninos são presentes mas polidos, sem aspereza, e o final é longo, com retorno de frutas vermelhas maduras e um leve toque especiado. É um Saint-Émilion elegante, mais sobre finesse e tensão do que sobre potência bruta.
Com o que combina
Combina muito bem com pato assado ao molho de frutas vermelhas, carré de cordeiro com ervas de Provence, magret de canard grelhado, risoto de cogumelos porcini e queijos de meia cura como um Saint-Nectaire ou um Comté de 18 meses. Também funciona com pratos de peixe mais encorpados, como atum grelhado em crosta de especiarias, ou com um tornedor de filé ao molho de vinho tinto.
Sobre o vinho e o produtor
Château Fonroque é a propriedade ancestral da família Moueix em Saint-Émilion, adquirida em 1931 e conduzida por décadas até a venda para o empresário Hubert Guillard em 2017, com Alain Moueix seguindo como consultor da casa que ele mesmo converteu à biodinâmica. Os 17,6 hectares em bloco único, sobre o platô calcário e a encosta voltada a oeste, foram o primeiro cru classificado de Bordeaux a obter certificação biodinâmica plena, processo iniciado em 2002 e consolidado entre 2006 e 2008. A safra 2011, colhida ainda sob a gestão Moueix, reflete esse estilo de vinificação artesanal, com fermentação espontânea em cubas de concreto e uso comedido de madeira nova, resultando em um vinho de perfil fresco, mineral e elegante, característico do calcário do platô de Saint-Émilion. É um ano considerado de taninos um pouco mais marcados que a média da propriedade, mas que preserva a suavidade e a precisão que definem o rótulo.
Vale saber
- A safra 2011 em Bordeaux foi marcada por um verão seco e uma colheita irregular, o que explica os taninos ligeiramente mais firmes descritos por notas de degustação em comparação com outras safras de Fonroque; ainda assim o vinho manteve o perfil elegante e equilibrado da casa.
- Decantar por cerca de 30 a 60 minutos antes de servir ajuda a suavizar os taninos e abrir totalmente o buquê floral e especiado, especialmente em garrafas com menos de dez anos de guarda.
- Fonroque foi um dos pioneiros de Bordeaux na biodinâmica, e essa filosofia de baixa intervenção se reflete na safra 2011 através de uma mineralidade calcária muito característica, que aproxima o vinho de outros crus do platô, como La Gaffelière ou Canon.
- Notas profissionais registradas ao longo da década seguinte à colheita mostram evolução positiva da garrafa, com aromas de couro, tabaco e frutas maduras surgindo por volta de 2020-2023, sugerindo que o vinho atingiu um bom platô de maturidade nesse período.
- Vale notar que algumas fichas técnicas de terceiros citam um corte de 85% Merlot e 15% Cabernet Franc para essa safra, ligeiramente diferente do percentual informado pelo próprio site do produtor; a diferença é pequena e não muda o perfil geral do vinho.
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