Domaine Cosse-Maisonneuve
La Marguerite 2018
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- Produtor
- Domaine Cosse-Maisonneuve
- Safra
- 2018
- Uva
- 100% Malbec (Côt)
- País
- França
- Categoria
- tinto
Uva
100% Malbec (Côt)
Tipo
tinto
Região
Sudoeste da França (Cahors, Lot)
País
França
Como é este vinho
Cor rubi profunda, quase opaca, típica do Malbec de Cahors sobre solo siderolítico. O nariz mistura cereja tipo amarena e frutas negras maduras como amora e mirtilo com alcaçuz, especiarias e um toque adocicado que lembra frutas cristalizadas e nougat. Na boca é denso e suculento, com taninos carnudos e maduros que chegam perto da secura sem cruzar essa linha, sustentados por mineralidade marcada e boa tensão. O final é longo, especiado e persistente, revelando a textura sedosa que é marca registrada desta cuvée.
Com o que combina
Cordeiro assado com ervas de Provence, magret de pato grelhado com redução de vinho tinto, entrecôte na brasa, cassoulet do sudoeste francês e queijos de pasta dura bem maturados, como Cantal velho ou parmesão de 24 meses.
Sobre o vinho e o produtor
A Domaine Cosse-Maisonneuve foi fundada por Matthieu Cosse e Catherine Maisonneuve em Lacapelle-Cabanac, dentro da apelação Cahors, e cultiva cerca de vinte hectares em biodinamia, com foco no Malbec local plantado sobre platôs argilo-calcários e parcelas siderolíticas de argila vermelha rica em ferro. La Marguerite é a cuvée de prestígio do domaine, elaborada desde 2011 a partir de uma única parcela de 2,5 hectares sobre esse terroir siderolítico, com uma seleção massal de videiras centenárias de origem em Touraine. A produção é extremamente restrita, algo em torno de duas mil garrafas por safra, o que faz dela a cuvée mais rara e aclamada da casa. A safra 2018 foi um ano quente e generoso em Cahors, que resultou em um vinho de grande concentração, taninos maduros e enorme potencial de guarda, recebendo notas muito altas da crítica especializada.
Vale saber
- A produção de La Marguerite é limitadíssima, cerca de 2.000 garrafas por ano, vindas de uma única parcela de 2,5 hectares — por isso é o rótulo mais disputado do domaine.
- As videiras vêm de uma seleção massal centenária originária de Touraine, plantada sobre argila siderolítica rica em ferro, o que confere a textura sedosa e a mineralidade que distinguem esta cuvée dos demais Cahors da região.
- A safra 2018 foi considerada excepcional em Cahors, com maturação plena e boa acidez preservada, gerando um vinho denso mas equilibrado, elogiado por publicações como a Revue du Vin de France e a Falstaff com notas na casa de 96 a 98 pontos.
- Por ser um vinho de guarda ainda jovem em 2026, recomenda-se decantar por uma a duas horas antes de servir caso seja aberto agora, já que os taninos tendem a estar firmes nesta fase.
- O perfil de fruta pura, taninos polidos e textura aveludada aproxima este Malbec de Cahors de um Pomerol de estilo mais denso, embora mantenha a identidade rústica e mineral típica da região.
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