Domaine de Triennes
Rosé 2020
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- Produtor
- Domaine de Triennes
- Safra
- 2020
- Uva
- Cinsault (predominante), Grenache, Syrah, Merlot
- País
- França
- Categoria
- rose
Uva
Cinsault (predominante), Grenache, Syrah, Merlot
Tipo
rose
Região
Provença (Nans-les-Pins, Var – IGP Méditerranée)
País
França
Como é este vinho
Cor rosa pétala muito pálida, quase salmão. No nariz, a nota profissional da própria safra 2020 aponta para minerais, casca de pêssego e terra seca, um perfil mais austero do que o rosé frutado e floral das safras mais recentes da casa. Na boca é um vinho delicado e vivo, com acidez que ainda sustenta a estrutura, corpo leve, sem taninos perceptíveis e final relativamente curto e salino. É um rosé seco, sem doçura residual perceptível, construído para frescor e não para complexidade de guarda.
Com o que combina
Salmão grelhado, como recomenda a própria nota de degustação oficial da safra; também funciona bem com peixe cru ou cru marinado, vitela grelhada, entradas frias como salada niçoise e carnes brancas feitas na chapa (plancha), no estilo mediterrâneo típico da casa.
Sobre o vinho e o produtor
O Domaine de Triennes nasceu em 1990 da parceria entre Jacques Seysses, do Domaine Dujac, e Aubert de Villaine, do Domaine de la Romanée-Conti, que compraram uma propriedade de 46 hectares em Nans-les-Pins, no Var, aos pés do maciço da Sainte-Baume. O rosé é o rótulo mais descontraído da gama, pensado para acompanhar o dia a dia mediterrâneo, com vinificação de inspiração borgonhesa aplicada a uma casta típica da Provença. A colheita é feita à noite para preservar frescor, seguida de prensagem direta e maceração peliculada a frio de poucas horas, sem contato prolongado com as cascas, o que explica a cor tão pálida. A safra 2020, especificamente, foi descrita pela crítica especializada como delicada e viva na boca, com notas minerais e de casca de pêssego, um pouco mais séria e menos frutada do que o estilo mais recente do rótulo.
Vale saber
- A colheita noturna é uma técnica central da casa: reduz a temperatura da uva antes da prensagem e evita oxidação precoce, resultando na cor rosa-pétala característica do rótulo.
- Este é um rosé pensado para ser bebido jovem; encontrar a safra 2020 ainda engarrafada em 2026 é incomum e a garrafa provavelmente já perdeu parte da fruta fresca, ganhando notas mais terrosas e minerais, como já apontava a crítica da própria safra.
- Não há necessidade de decantar; se a garrafa estiver mais evoluída pelo tempo de guarda, servir bem gelado ajuda a disfarçar a perda de frescor.
- O corte com predominância de Cinsault, e não de Grenache puro, dá a este rosé um perfil mais leve e floral do que rosés de Tavel ou de Bandol, aproximando-o do estilo clássico de Côtes de Provence.
- A vinícola pratica agricultura orgânica certificada desde o início dos anos 2010, algo pouco comum entre os grandes nomes de Provença na época em que o projeto começou.
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