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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Cellier Saint Benoît

Arbois Pupillin 'Cote de Feule' Ploussard 2020

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Cellier Saint Benoît
Safra
2020
Uva
Ploussard
País
França
Categoria
tinto

Uva

Ploussard

Tipo

tinto

Região

Jura

País

França

Como é este vinho

Cor rubi translúcida de intensidade quase de rosé escuro, com borda alaranjada de casca de cebola, que é a assinatura natural do ploussard e não sinal de oxidação. No nariz vem cereja fresca e groselha vermelha, pétala de rosa, casca de laranja sanguínea e um fundo discreto de terra molhada, folha seca e limalha de ferro. A boca é leve e transparente, de tanino quase inexistente e textura sedosa, sustentada por uma acidez viva e reta que corre do ataque ao final. A safra 2020, solar e de rendimento curto no Jura, deixou mais polpa e mais fruta madura do que o habitual neste tipo de vinho, sem tirar dele a leveza. Termina médio, salgado e com um amargor fino de caroço de cereja que pede o gole seguinte.

Com o que combina

Charcutaria defumada do Jura, com saucisse de Morteau sobre lentilhas à frente, presunto cru fatiado fino e patê de campanha. Vai muito bem com truta assada na manteiga, salmão grelhado, atum selado ao ponto e tarte de cogumelos com creme. Entre os queijos, prefira comté de 12 meses e um morbier jovem, evitando os curados demais. No repertório brasileiro, acerta com linguiça artesanal na brasa, queijo canastra meia-cura e uma pizza margherita de forno a lenha, e é um dos poucos tintos que aguenta bem uma moqueca de peixe branco pouco apimentada.

Sobre o vinho e o produtor

Côte de Feule é um dos vários ploussards que Benjamin Benoît engarrafa parcela a parcela nos seis hectares do Cellier Saint Benoît, em Pupillin, aldeia de Arbois que fez da casta a sua identidade. É a expressão mais fiel do que o Jura entende por tinto: pouco corpo, pouca cor, muita definição aromática e acidez de sobra, o oposto do tinto de extração. A safra 2020 foi quente e adiantada na região, com colheita cedo e volumes curtos, o que aqui aparece como fruta mais madura e boca mais preenchida, sem que o vinho perca a transparência que o define. Vinha conduzida em orgânico, trabalhada à mão e com maquinário leve sobre esteiras para não compactar a encosta, e produção total da casa em torno de vinte mil garrafas ao ano, o que faz de qualquer cuvée parcelar um lote pequeno. É um rótulo que exige explicação no balcão e recompensa quem aceita a proposta.

Corpoleve
GraduaçãoEm torno de 11,5% a 12,5% vol.
AmadurecimentoColheita manual em caixas pequenas e vinificação parcelar, no registro clássico do ploussard de Pupillin: maceração curta e delicada, com boa proporção de cachos inteiros e extração quase nula, para não tirar da casca fina mais do que ela pode dar; criação de cerca de um ano em madeira antiga de grande volume e barricas velhas, sem gosto de carvalho novo, seguida de engarrafamento com sulfuroso mínimo. O domaine não publica ficha técnica por safra, de modo que o detalhe do protocolo é o corrente na casa e na denominação, não um dado divulgado.
Servir a12-14 °C
GuardaCinco a oito anos a partir da safra. Está no ponto agora e deve sustentar-se com prazer até por volta de 2028, quando a cereja fresca cede lugar a laranja sanguínea seca, cogumelo e um fundo ferroso; por ser vinho de casca fina e pouco tanino, envelhece pela acidez, não pela estrutura, e não ganha nada em espera longa.
ClassificaçãoAOC Arbois, denominação geográfica Pupillin (Arbois-Pupillin), Jura, França; a AOC Arbois foi a primeira denominação de origem francesa, reconhecida por decreto de 15 de maio de 1936

Vale saber

  • Avise o cliente sobre a cor antes de abrir. O ploussard é naturalmente pálido, quase de rosé encorpado, e a borda alaranjada é da casta, não defeito nem oxidação; a devolução por 'vinho fraco de cor' é o risco comercial número um deste rótulo.
  • Não decante. Sirva direto, a 12 ou 13 °C, em taça de borgonha ampla, e deixe a taça subir um grau na mão; meia hora de ar abre a laranja sanguínea e a rosa, mas decantação agressiva achata o pouco corpo que o vinho tem.
  • A referência mental útil é um cru de Beaujolais de Fleurie cruzado com um Pinot Noir de Marsannay magro, ou um Trousseau leve. Quem espera Malbec ou Cabernet vai achar o vinho vazio, então posicione como tinto gastronômico de baixa graduação.
  • A 2020 é a safra da transição no domaine: Benjamin Benoît assumiu a propriedade em 2020, aos 25 anos, e foi eleito vinhateiro do ano na categoria Jura em 2021, o que torna este engarrafamento um marco de início de gestão e um argumento de venda legítimo.
  • É tinto de servir fresco e de abrir no verão. Em dias quentes, quinze minutos de geladeira antes do serviço melhoram o vinho; servido a temperatura ambiente brasileira ele perde o desenho ácido e o álcool aparece mais do que deveria.

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