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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Cellier Saint Benoît

Arbois Pupillin Savagnin Sous Voile (Oxidativo) NV

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Cellier Saint Benoît
Safra
NV
Uva
Savagnin 100%, a casta branca histórica do Jura
País
França
Categoria
branco

Uva

Savagnin 100%, a casta branca histórica do Jura

Tipo

branco

Região

Jura

País

França

Como é este vinho

Amarelo dourado intenso, mais escuro do que a idade aparente sugeriria, com lágrima densa na taça. O nariz é imediatamente reconhecível e não se parece com nenhum outro branco: noz fresca e casca de noz, amêndoa amarga, maçã verde mordida, casca de laranja seca, um sopro de curry e gengibre e um fundo de massa de pão. Na boca é absolutamente seco, sem qualquer resíduo de açúcar, com corpo cheio, textura oleosa e uma acidez cortante que sustenta toda essa carga aromática e impede que o vinho fique pesado. O amargor de amêndoa aparece no meio de boca e cresce no final, que é longo, salgado e penetrante, com aquele retorno de noz que fica minutos depois do gole. É um branco de mastigar, não de refrescar.

Com o que combina

Comté de 24 a 36 meses é a harmonização clássica e continua imbatível, com nozes na mesa. Segue muito bem com frango ou poularde ao creme com cogumelos, vieiras gratinadas, lagostim, truta de rio na manteiga e bacalhau confitado. Aguenta o que quase nenhum branco aguenta, que é comida de especiaria: curry suave de camarão, frango tikka de baixa pimenta e risoto de açafrão são acertos diretos. No Brasil, funciona com queijo canastra bem curado, moqueca de camarão com dendê contido e uma torta de palmito com castanhas.

Sobre o vinho e o produtor

É o savagnin de criação oxidativa do Cellier Saint Benoît, feito no estilo que fez a fama do Jura e que o próprio domaine separa dos seus Savagnin Naturé, engarrafados por parcela e atestados. Aqui o barril fica propositalmente incompleto, o nível baixa com a evaporação e a camada de leveduras que se forma na superfície transforma a fruta em noz, especiaria e sal ao longo de alguns anos. Sem indicação de safra, é lote de barris de anos diferentes, o que dá constância de perfil e permite oferecer o gosto do vin jaune por uma fração do preço e sem os seis anos e três meses de imobilização de estoque. Em uma casa de seis hectares e cerca de vinte mil garrafas anuais, com Benjamin Benoît conduzindo as vinhas em orgânico e à mão, esta cuvée é a que mais fielmente conta a tradição da aldeia. É um vinho de conversão: quem entende, volta.

Corpoencorpado
GraduaçãoEm torno de 13,5% a 14,5% vol.
AmadurecimentoCriação oxidativa em barris de carvalho antigos, sem ouillage e sem trasfega, deixando o vinho baixar naturalmente no barril até que se forme na superfície um voile de leveduras que o protege da oxidação bruta e lhe dá o perfil de noz. O estágio sob véu costuma durar de três a cinco anos, portanto abaixo dos seis anos e três meses que a lei exige para que um savagnin possa se chamar vin jaune, o que faz deste rótulo a porta de entrada do estilo. A ausência de safra indica lote formado por barris de colheitas distintas, prática corrente entre os domaines da região para manter constância de perfil.
Servir a12-14 °C
GuardaQuinze a vinte anos sem esforço, e o vinho não tem pressa: já nasce estabilizado pelo estágio oxidativo, de modo que o que muda com o tempo é a intensidade da noz e do curry, não a integridade. Uma garrafa aberta e rolhada de volta se mantém em pé por duas a três semanas na geladeira, coisa que quase nenhum branco faz.
ClassificaçãoAOC Arbois, denominação geográfica Pupillin (Arbois-Pupillin), Jura, França; branco de criação sob véu, categoria que a região chama de vinho branco tradição ou typé, sem indicação de safra por resultar de assemblage de barris de anos diferentes

Vale saber

  • O gosto de noz e maçã oxidada é o estilo, não defeito de garrafa. Esta é a explicação que precisa ser dada antes da primeira taça, porque a rejeição por confusão com vinho estragado é o único risco real deste rótulo no varejo.
  • Sirva a 13 °C, jamais gelado de geladeira. A 6 ou 7 °C o vinho fecha, o amargor de amêndoa domina e some tudo que ele tem de interessante; se saiu frio demais, deixe a taça na mão por cinco minutos.
  • Argumento de venda forte: a garrafa aberta dura duas a três semanas na geladeira sem cair, porque o vinho já passou anos exposto ao oxigênio. É o branco ideal para quem bebe uma taça por noite e desiste de abrir garrafa boa por medo do desperdício.
  • A referência mental é um Fino ou Amontillado seco, mas sem fortificação e com acidez muito mais alta, ou um vin jaune mais jovem e menos penetrante. Quem gosta de sherry seco entra neste vinho no primeiro gole.
  • É o rótulo certo para vender junto com queijo. Uma peça de comté de 24 meses ao lado da garrafa converte mais do que qualquer nota de degustação, e a combinação é a harmonização histórica da região, não invenção de balcão.

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