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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Cellier Saint Benoît

Arbois Pupillin Vin Jaune (Oxidativo) 2012

Garrafa 620ml

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Cellier Saint Benoît
Safra
2012
Uva
Savagnin 100%, obrigatoriamente, colhido em maturação tardia nas parcelas de marnes de Pup
País
França
Categoria
branco

Uva

Savagnin 100%, obrigatoriamente, colhido em maturação tardia nas parcelas de marnes de Pup

Tipo

branco

Região

Jura

País

França

Como é este vinho

Ouro velho profundo, com reflexos de âmbar e densidade visual que já anuncia o que vem. O nariz é penetrante e inconfundível: noz e casca de noz em primeiro plano, depois curry, açafrão, gengibre, amêndoa torrada, maçã verde e casca de laranja seca, com um fundo floral e de cera que só aparece depois de um tempo na taça. Na boca é seco, denso e quase salgado, de corpo cheio e textura firme, com acidez alta e nenhum vestígio de doçura ou de madeira nova. O ano 2012 foi de colheita curta no Jura, com brotação castigada, e a concentração resultante aparece aqui como intensidade aromática acima da média para o rótulo. O final é o traço definitivo: dura minutos, cresce em vez de cair, e deixa noz e especiaria coladas no palato muito depois do último gole.

Com o que combina

A harmonização histórica e insuperável é poularde au vin jaune com morilles, isto é, frango de qualidade em molho de creme e cogumelos morilles reduzido com o próprio vinho. Ao lado dela, comté de 36 meses com nozes, lagosta ou lagostim ao creme, vieiras com manteiga noisette e risoto de funghi seco. É um dos raríssimos vinhos que enfrenta especiaria de verdade, como um curry indiano de castanha de caju ou um camarão ao molho de açafrão. No Brasil, tente com galinha caipira ao molho pardo suavizado, bacalhau à Gomes de Sá e queijo canastra de dois anos; evite doces, pimenta forte e tomate ácido.

Sobre o vinho e o produtor

Vin jaune é a especialidade máxima do Jura e o Cellier Saint Benoît produz o seu em volume necessariamente ínfimo, já que a casa inteira faz cerca de vinte mil garrafas por ano em seis hectares e cada barril imobilizado fica mais de seis anos parado antes de gerar receita. Esta é a safra 2012, colhida em um ano de rendimento curto na região e liberada ao mercado em 2019, depois dos seis anos e três meses de véu exigidos pela denominação. O que caracteriza o rótulo é a origem em Pupillin, aldeia de encostas de marnes dentro da AOC Arbois, e a mão de uma propriedade familiar de quatro gerações que trabalha as vinhas à mão, em orgânico, com maquinário leve para não compactar o solo. O clavelin de 620 ml na etiqueta não é garrafa incompleta e sim o formato legal da categoria. É vinho de coleção e de ocasião, mas sobretudo de mesa, porque desperdiçá-lo sem comida é perder metade do que ele tem.

Corpoencorpado
GraduaçãoEm torno de 14% a 15% vol.
AmadurecimentoCriação de no mínimo seis anos e três meses em barris de carvalho, sem trasfega e sem ouillage, conforme exige a denominação. O nível baixa com a evaporação e sobre o vinho forma-se um voile de leveduras que o protege da oxidação direta e constrói lentamente o perfil de noz, curry e especiaria. O clavelin de 62 cl não é capricho de marketing: corresponde ao que resta de um litro de mosto depois de todos esses anos de evaporação no barril, a chamada parte dos anjos. Uma safra 2012 só chega ao mercado a partir do início de 2019, quando a região faz a Percée du Vin Jaune.
Servir a14-16 °C
GuardaTrinta a cinquenta anos, e sem exagero. O vin jaune é dos brancos mais longevos do mundo justamente porque já sobreviveu a mais de seis anos de exposição controlada ao ar antes de ser engarrafado, e a 2012 está apenas no começo da vida útil. Não há pressa alguma nesta garrafa; se for guardar, guarde em pé ou deitada indiferentemente, o vinho não se importa.
ClassificaçãoAOC Arbois vin jaune, denominação geográfica Pupillin (Arbois-Pupillin), Jura, França; engarrafado em clavelin de 62 cl, formato exclusivo e obrigatório da categoria

Vale saber

  • Abra com horas de antecedência, e não tenha medo de exagerar. Vin jaune melhora com aeração longa, e muitos produtores abrem a garrafa no dia anterior; decantar por duas ou três horas antes do jantar transforma o vinho e é a recomendação mais útil que se pode dar ao cliente.
  • Uma garrafa aberta se conserva semanas, e há quem diga meses, sem perder qualidade. Explique isso na venda: o cliente não precisa terminar os 620 ml de uma vez, o que remove a principal objeção ao preço por mililitro.
  • Nunca sirva gelado. A faixa correta é 14 a 16 °C, temperatura de adega e não de geladeira, e a taça ideal é pequena e fechada, o tradicional copo de vin jaune, não a taça de branco larga que dispersa o aroma.
  • O clavelin de 62 cl é argumento de venda e não desvantagem: é o que resta de um litro depois de mais de seis anos de evaporação no barril, e por isso o formato é exclusivo e obrigatório da categoria em toda a França.
  • A referência mental é um Amontillado ou Palo Cortado seco, mas sem fortificação, com mais acidez e mais nitidez de maçã verde. Quem nunca bebeu deve começar com o savagnin sous voile da mesma casa, que é o mesmo vocabulário em volume mais baixo e por um preço muito menor.

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