Luciano Sandrone
Barbera d'Alba DOC 2021
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Preço publicado na abertura
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- Produtor
- Luciano Sandrone
- Safra
- 2021
- Uva
- 100% Barbera
- País
- Itália
- Categoria
- tinto
Uva
100% Barbera
Tipo
tinto
Região
Piemonte (Langhe, Barolo)
País
Itália
Como é este vinho
Cor violeta muito concentrada, quase opaca, já anuncia um Barbera de safra quente e seca. No nariz aparecem ameixa preta, amora, mirtilo e um fundo de alcaçuz e couro, com notas fumadas de tonneaux e um toque de violeta. Na boca é de corpo médio a encorpado, com acidez vibrante típica da Barbera, taninos discretos e arredondados pela madeira (a uva praticamente não tem tanino próprio) e final longo, levemente amadeirado e mineral, com calor alcoólico bem dosado. É um vinho enérgico e suculento, mais denso e potente do que Barberas correntes da região.
Com o que combina
Vitelo tártaro, massas com manho de sálvia, embutidos e frios italianos, queijos duros de longa cura como parmesão ou grana padano, lombo de porco assado, lasanha à bolonhesa com bechamel e pizzas de calabresa ou salame combinam bem com a acidez e o corpo deste vinho; também funciona com aves assadas e pratos de inverno mais encorpados.
Sobre o vinho e o produtor
Luciano Sandrone é uma das figuras centrais do Barolo moderno, tendo fundado sua adega em 1978 a partir de uma pequena parcela em Cannubi Boschis, hoje conduzida pela filha Barbara e pelos netos Alessia e Stefano. Este Barbera d'Alba nasce da uva que os Sandrone descrevem como convivendo lado a lado com o Nebbiolo nas colinas de Barolo, colhida à mão em sete parcelas — entre elas Cascina Pe Mol em Monforte d'Alba, Ravera e Rocche di San Nicola em Novello, e Albarella no próprio comune de Barolo — cada uma vinificada separadamente antes da montagem final. A safra 2021 foi marcada por baixa pluviometria, boa sanidade das plantas e rendimentos baixos, condições que a própria vinícola compara ao padrão térmico de 2016, porém com bem menos água disponível, resultando em um vinho mais concentrado e potente que o estilo médio da casa. A produção é modesta, na casa de poucas dezenas de milhares de garrafas, reforçando o caráter artesanal do rótulo dentro do portfólio mais acessível da Sandrone.
Vale saber
- A safra 2021 foi seca e de baixíssima pluviometria a partir do meio do verão, o que reduziu a produtividade das vinhas e concentrou aromas e açúcares, dando um Barbera mais denso e escuro do que o padrão da casa.
- A Barbera é naturalmente pobre em taninos; por isso a Sandrone usa uma proporção predominante de tonneaux novos de 500 litros, algo incomum para a variedade, justamente para dar estrutura e arredondamento sem mascarar a fruta.
- A produção gira em torno de 25 mil garrafas, o que torna o rótulo limitado mas não raríssimo dentro do portfólio da vinícola.
- Não é obrigatório decantar, mas uma passagem de 20 a 30 minutos em garrafa aberta ou jarra ajuda a suavizar o calor alcoólico e abrir as notas de especiarias e madeira tostada.
- Vintages secas como 2021 tendem a produzir Barberas mais próximos em estilo a um Cabernet Sauvignon jovem e frutado do que ao Barbera fresco e leve típico de anos mais chuvosos, o que explica comparações feitas por críticos com vinhos de perfil mais robusto.
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