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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Elian Da Ros

Chante Coucou 2017

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine Elian Da Ros
Safra
2017
Uva
50% Merlot, 20% Cabernet Sauvignon, 20% Malbec, 10% Syrah (proporções variam ligeiramente conforme a safra)
País
França
Categoria
tinto

Uva

50% Merlot, 20% Cabernet Sauvignon, 20% Malbec, 10% Syrah (proporções variam ligeiramente conforme a safra)

Tipo

tinto

Região

Sudoeste da França, Côtes du Marmandais (Cocumont)

País

França

Como é este vinho

Chante Coucou 2017 mostra cor rubi profunda e nariz que combina fruta escura madura, ameixa e cereja preta, com notas especiadas de pimenta e um toque floral trazido pela Syrah e frescor dado pelo Cabernet Sauvignon. Na boca é estruturado, com taninos finos e presentes mas bem polidos pelo solo argilo-cascalhoso, acidez viva que sustenta o conjunto e corpo médio para encorpado. O Merlot e o Malbec dão volume e redondeza, enquanto a Syrah aparece nas notas picantes que surpreendem ao girar o vinho na taça. O final é longo, salivante, com leve toque terroso e taninos crocantes que convidam a um segundo gole. É um vinho de caráter, longe do estilo internacional padronizado, que carrega a assinatura autoral de Elian Da Ros.

Com o que combina

Combina muito bem com magret de canard grelhado, costela de cordeiro assada com ervas, um bœuf bourguignon ou outro guisado com molho encorpado, e também com queijos curados como um Comté de 18 meses ou um Cantal affiné. Para quem prefere algo mais simples, funciona muito bem com um entrecôte grelhado na brasa ou um confit de pato com batatas assadas na gordura do próprio pato.

Sobre o vinho e o produtor

Elian Da Ros assumiu as terras da família em Cocumont, na margem esquerda do Garonne, em 1997, após cinco anos de formação na Alsácia, rompendo com a tradição do pai de entregar as uvas à cooperativa e lançando sua primeira safra em 1998. Chante Coucou é a cuvée que mais representa o estilo do domínio, um corte das castas bordalesas plantadas em vinhas de cerca de trinta anos sobre solos argilo-cascalhosos, conduzido em agricultura biodinâmica desde 2002. A safra de 2017 foi marcada, como em boa parte do sudoeste francês, pela geada severa de abril que reduziu a produção em várias propriedades da região, o que tende a concentrar ainda mais o fruto nos vinhos que conseguiram escapar do pior da perda. É um rótulo que ajudou a colocar a até então pouco conhecida AOC Côtes du Marmandais no radar da crítica e de sommeliers, competindo de igual para igual com vizinhos bordaleses mais famosos.

Corpoencorpado
Graduação13,5% (estimado, coerente com o histórico da cuvée)
AmadurecimentoCada casta vinificada e envelhecida separadamente em cuba de concreto aberta com pigeage leve, seguida de criação de 20 a 24 meses em foudres e barricas usadas (sem madeira nova), com posterior assemblage e repouso em cuba antes do engarrafamento sem colagem e com filtração mínima ou nula
Servir a16-17 °C
Guardade 2020 a 2028, com boa evolução até 8 a 10 anos após a colheita
ClassificaçãoAOC Côtes du Marmandais

Vale saber

  • A safra 2017 foi historicamente difícil no sudoeste da França por causa da geada de final de abril, que atingiu duramente vinhedos de Bordeaux e do Marmandais; quem produziu Chante Coucou nesse ano trabalhou com volumes reduzidos, o que costuma resultar em concentração extra no vinho final.
  • Vale decantar por cerca de uma hora se for aberto ainda jovem, já que o estilo de vinificação pouco intervencionista de Elian Da Ros preserva taninos vivos que se beneficiam de aeração.
  • O perfil lembra um Bordeaux de margem direita mais rústico e autoral, quase um 'vizinho não oficial' de Saint-Émilion, mas com a personalidade extra que a Syrah e o solo do Marmandais trazem.
  • Cada casta é vinificada e envelhecida separadamente antes da montagem final, prática típica de produtores que buscam preservar a identidade de cada variedade antes de decidir o corte definitivo.
  • O domínio não usa madeira nova em nenhuma de suas cuvées, o que explica por que Chante Coucou tem taninos finos sem o amadeirado marcante de vinhos mais comerciais do mesmo perfil de uvas.

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