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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Château Pichon Longueville Comtesse de Lalande

Château Pichon-Longueville Comtesse Lalande 2008

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Château Pichon Longueville Comtesse de Lalande
Safra
2008
Uva
63% Cabernet Sauvignon, 29% Merlot, 5% Petit Verdot, 3% Cabernet Franc
País
França
Categoria
tinto

Uva

63% Cabernet Sauvignon, 29% Merlot, 5% Petit Verdot, 3% Cabernet Franc

Tipo

tinto

Região

Bordeaux (Pauillac)

País

França

Como é este vinho

O nariz traz frutas escuras maduras como ameixa e cassis ao lado de notas florais de violeta, com toques de mentol, carvão, ervas e um fundo de trufa que aparecem conforme o vinho arejeia no copo. Em boca é um Pauillac de corpo médio, mais elegante e sedoso do que potente, com acidez viva que sustenta a estrutura e taninos moderados, já bem integrados pela idade, mas ainda com alguma firmeza cabernet-cêntrica em garrafas mais jovens. A textura é macia e quase aveludada, típica do estilo carnudo que o Merlot confere a este rótulo, e o final é longo, com notas terrosas, de cedro e tabaco que reforçam a tipicidade de Pauillac.

Com o que combina

Vai muito bem com um carré de cordeiro ao alecrim ou uma perna de cordeiro assada lentamente, clássico casamento com Pauillac; também harmoniza com filé mignon ao molho de vinho tinto ou com pimenta, peito de pato grelhado com redução de frutas vermelhas, risoto de cogumelos porcini ou um prato com lascas de trufa negra, e queijos de pasta dura como comté ou gouda envelhecido, que dialogam bem com os taninos já suavizados.

Sobre o vinho e o produtor

O Château Pichon Longueville Comtesse de Lalande é um Segundo Grand Cru Classé de 1855 em Pauillac, com vinhedos às margens do estuário da Gironda e parcelas que tocam Saint-Julien, o que explica a textura mais carnuda e perfumada do rótulo dentro do perfil clássico da região. Desde 2007 a propriedade integra a Roederer Collection, da maison de Champagne Louis Roederer, que iniciou um ciclo de modernização técnica e conversão do vinhedo para práticas orgânicas e biodinâmicas. A safra 2008 nasceu de um ano de condições difíceis em Bordeaux, com florada irregular e chuvas, mas que se salvou graças a um final de verão seco e ensolarado, favorecendo quem colheu com paciência. Diante do desafio climático, a equipe optou por uma seleção rigorosa, destinando ao grande vinho apenas uma fração menor da colheita total, o que ajuda a explicar a concentração e o equilíbrio alcançados apesar do ano complicado.

Corpomedio
Graduaçãoaprox. 13%
Amadurecimentocerca de 18 meses em barricas de carvalho francês, com aproximadamente 50% de madeira nova, seguindo o processo tradicional da casa com fermentação e maceração em cubas de inox termocontroladas e malolática em tanque
Servir a16-18 °C
Guardajá se mostra pronto para beber desde meados dos anos 2010 e tende a se manter em bom platô até por volta de 2030-2035, podendo surpreender além disso em garrafas bem guardadas
Classificação2ème Grand Cru Classé (Classificação de 1855)

Vale saber

  • 2008 foi um ano marcado por chuvas na florada e um verão instável em Bordeaux, revertido por um outono seco que permitiu colher uvas com boa maturação fenólica, favorecendo quem esperou mais para vindimar.
  • Apenas cerca de 38% da produção total da propriedade naquele ano foi selecionada para compor o grande vinho, uma seleção mais estrita do que o habitual, refletindo o cuidado da equipe diante de uma safra desafiadora.
  • Críticos internacionais compararam o estilo do 2008 ao clássico 1988 da propriedade, um ano também de perfil mais fresco e elegante do que potente, o que ajuda a situar as expectativas de quem vai abrir a garrafa hoje.
  • A safra 2008 coincide com o início da grande reforma técnica do château logo após a compra pela Roederer em 2007, período em que a propriedade reconstruiu instalações e reorganizou o vinhedo, processo que só se consolidaria totalmente nos anos seguintes com a chegada do enólogo Nicolas Glumineau em 2012.
  • Vale decantar de uma a duas horas antes de servir, especialmente em garrafas mais recentes de estoque, já que relatos de degustadores indicam taninos ainda um pouco vivos ao lado da fruta mais discreta típica de um ano mais fresco.

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