Château Pichon Longueville Comtesse de Lalande
Château Pichon-Longueville Comtesse Lalande 2010
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- Produtor
- Château Pichon Longueville Comtesse de Lalande
- Safra
- 2010
- Uva
- 66% Cabernet Sauvignon, 24% Merlot, 7% Cabernet Franc, 3% Petit Verdot
- País
- França
- Categoria
- tinto
Uva
66% Cabernet Sauvignon, 24% Merlot, 7% Cabernet Franc, 3% Petit Verdot
Tipo
tinto
Região
Bordeaux (Pauillac)
País
França
Como é este vinho
Cor granada profunda e vibrante. No nariz, cassis maduro, framboesa preta e kirsch se entrelaçam com grafite, cedro, tabaco e um leve toque floral de violeta, além de notas de pedra molhada e mentol que lembram vintages clássicos como o 1996 da própria propriedade. Na boca é encorpado, com acidez viva que dá frescor a uma fruta concentrada, taninos firmes porém já polidos e sedosos, e uma textura carnuda característica da forte presença de Merlot no corte. O final é longo, mineral e levemente especiado, com retrogosto de licor de frutas negras e madeira nobre.
Com o que combina
Costela de cordeiro assada com ervas de Provence, entrecôte grelhado ao molho bordelesa, pato ao molho de frutas vermelhas, queijo comté ou gruyère envelhecido por 24 meses, e pratos de caça como javali ou faisão assado com castanhas.
Sobre o vinho e o produtor
Segundo Grand Cru Classé de 1855 em Pauillac, o Château Pichon Comtesse pertence à maison de champanhe Louis Roederer desde 2007 e é reconhecido por combinar a robustez típica de Pauillac com uma sensualidade e textura aveludada, herança da alta proporção de Merlot em seu encepamento histórico. A safra 2010 é considerada uma das mais completas da história recente de Bordeaux, marcada por dias quentes e noites frias que preservaram acidez e frescor aromático, além de uma colheita tardia — a Cabernet Sauvignon só foi colhida a partir de 7 de outubro. O resultado é um vinho de grande concentração e estrutura clássica do Left Bank, mas com a finesse e o perfume que são a assinatura do rótulo, situando-se entre os pontos altos da propriedade ao lado de safras lendárias como 1982 e 1996.
Vale saber
- A safra 2010 é frequentemente comparada ao 1996 do próprio château pelas notas de violeta, grafite, cassis e mentol, embora os taninos de 2010 sejam mais macios e polidos.
- Decantação é recomendada: por ser um vinho ainda jovem e com boa reserva tânica, 60 a 90 minutos em decantador ajudam a abrir os aromas antes do serviço.
- O verão de 2010 teve baixíssima pluviosidade (cerca de 267 mm entre março e agosto), o que concentrou açúcares e polifenóis nas uvas sem sacrificar a acidez, um equilíbrio raro que explica a longevidade projetada do vinho.
- Críticos como Antonio Galloni e Jane Anson deram notas excepcionais (98+ e 100 pontos, respectivamente), destacando o equilíbrio entre potência e elegância como um dos pontos altos da história recente da propriedade.
- Vinhos jovens desta safra podem parecer fechados ou até um pouco ásperos ao abrir; a experiência de provadores mostra que o 2010 se beneficia de tempo de taça e, idealmente, de mais alguns anos de guarda para revelar toda sua complexidade.
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