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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Éric Texier

Châteauneuf-du-Pape Vieilles Vignes 2020

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Éric Texier
Safra
2020
Uva
Grenache Noir (praticamente 100%, com um traço mínimo e não intencional de Grenache Blanc por causa de duas fileiras de brancas colhidas junto)
País
França
Categoria
tinto

Uva

Grenache Noir (praticamente 100%, com um traço mínimo e não intencional de Grenache Blanc por causa de duas fileiras de brancas colhidas junto)

Tipo

tinto

Região

Vale do Ródano Sul (Châteauneuf-du-Pape, paraje de La Crau)

País

França

Como é este vinho

Cor rubi vibrante tirando para granada, nada concentrado ou opaco. No nariz aparecem violeta, framboesa esmagada, groselha vermelha e um fundo de ameixa madura, com notas florais e de garrigue que ganham espaço com a aeração. Na boca é redondo e suculento, com fruta vermelha e preta que preenche o palato, taninos finos e bem integrados, e uma acidez viva que traz frescor e corta a doçura natural da Grenache madura. O final é longo, com notas cítricas, terrosas e minerais que aparecem sob a fruta exuberante, herança das antigas vinhas em galets roulés de La Crau.

Com o que combina

Combina bem com carré de cordeiro assado com ervas de Provence, magret de canard ao molho de frutas vermelhas, coq au vin, queijos de meia cura como Saint-Nectaire ou tomme de montagne, e também com pratos mais simples como um coelho à caçadora ou um risoto de cogumelos silvestres.

Sobre o vinho e o produtor

Éric Texier é o bordalês que trocou a engenharia nuclear pelo vinho no início dos anos 1990, formou-se ao lado de Jean-Marie Guffens na Borgonha e se tornou conhecido por resgatar sozinho a denominação de Brézème, no Ródano Norte. Como não tinha vinhedos próprios em Châteauneuf-du-Pape, ele atua como négociant nessa apelação, comprando uva de parceiros de confiança que cultivam parcelas históricas. Este Vieilles Vignes vem de cepas de Grenache com mais de 80 anos plantadas nos famosos galets roulés da encosta norte de La Crau, um dos terroirs mais tradicionais da apelação. A vinificação segue a assinatura da casa: cachos inteiros, leveduras indígenas, praticamente nenhuma intervenção, resultando num Châteauneuf-du-Pape mais esguio e fresco do que o estilo opulento e alcoólico comum à região.

Corpomedio
Graduaçãoaprox. 14%
Amadurecimento18 meses em demi-muids (tonéis de meio uso, sem madeira nova), sem trasfegas, engarrafado sem colagem nem filtração
Servir a16-17 °C
Guardajá se mostra generoso e acessível logo após o engarrafamento, mas tem fôlego para 8 a 12 anos a partir da safra graças à acidez viva típica do estilo Texier
ClassificaçãoAOC Châteauneuf-du-Pape

Vale saber

  • A produção da safra 2020 foi extremamente pequena: apenas 1956 garrafas e 24 magnuns, o que torna este rótulo praticamente uma curiosidade de colecionador dentro do já pequeno portfólio de Texier.
  • O próprio Éric Texier comparou a safra 2020 à lendária 2000 em Châteauneuf-du-Pape, elogiando o equilíbrio entre fruta, estrutura, acidez e potencial de guarda.
  • Decantar por 30 a 60 minutos ajuda a abrir o aromático floral e a suavizar a exuberância frutada inicial, embora o vinho já se mostre delicioso com uma taça generosa e um pouco de tempo no copo.
  • Por acidente de colheita, duas fileiras de Grenache Blanc entraram no lote junto com as tintas, um detalhe raro que o próprio produtor relatou e que reforça o caráter artesanal e pouco intervencionista da vinificação.
  • Quem gosta de Borgonha tende a se identificar com este vinho: Texier busca deliberadamente um perfil mais delicado e mineral de Grenache, evitando a concentração e o teor alcoólico alto que marcam muitos Châteauneuf-du-Pape convencionais.

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