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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Clos de Tart

Coleção Domaine du Clos de Tart Grand Cru Monopole - Caixa com 6 safras 2013 - 2016 - 2018 - 2019 - 2020 - 2021

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Clos de Tart
Uva
100% Pinot Noir (vinhas velhas, média de 60 anos, algumas centenárias, propagadas por seleção massal)
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Pinot Noir (vinhas velhas, média de 60 anos, algumas centenárias, propagadas por seleção massal)

Tipo

tinto

Região

Borgonha, Côte de Nuits, Morey-Saint-Denis

País

França

Como é este vinho

O fio condutor das seis safras é um Pinot Noir de robe rubi a carmim intenso, com aromas que vão do morango silvestre e cereja preta à groselha e ameixa, entremeados por notas florais de violeta e rosa, especiarias, terra úmida e, nas safras mais maduras, sotobosque e trufa. Na boca é um vinho de corpo cheio para os padrões da Borgonha, com textura sedosa, acidez vibrante que dá tensão e frescor, e taninos finos porém presentes, que pedem tempo de garrafa para se integrarem por completo. O final é longo, mineral e por vezes salino, com uma pungência de especiarias que persiste muito depois do gole. Comparando as safras dentro da caixa, 2013 mostra um perfil mais austero e mineral, fruto de uma colheita tardia e reduzida por granizo; 2018 e 2019 trazem mais concentração e opulência de anos quentes e secos; já 2020 e 2021 revelam um estilo mais fresco e preciso, reflexo da chegada de um novo enólogo à propriedade.

Com o que combina

Harmonize com lombo de vitela grelhado ao molho de vinho tinto, pato assado com redução de cereja, coq au vin tradicional, cogumelos porcini salteados com manteiga e ervas, ou um queijo Époisses de Bourgogne para replicar o terroir; as safras mais estruturadas (2018, 2019) pedem carnes de caça como javali ou perdiz, enquanto 2013 e 2016, já mais evoluídos, casam bem com um filé mignon ao molho de trufas ou um queijo Comté envelhecido.

Sobre o vinho e o produtor

O Clos de Tart é o maior dos cinco monopólios grand cru da Borgonha, com 7,53 hectares em Morey-Saint-Denis que jamais foram divididos em nove séculos de história, fundado em 1141 por monjas cistercienses e passado depois pelas famílias Marey-Monge, Mommessin (1932-2018) e, desde 2018, pela família Pinault via Artémis Domaines, dona também do Château Latour. Esta coleção reúne seis safras que atravessam duas eras de vinificação distintas na propriedade: até 2019 sob condução de Jacques Devauges, período que consolidou a conversão para viticultura orgânica e biodinâmica, e a partir de 2020 sob o novo mestre de adega Alessandro Noli, que trouxe um estilo de maior finesse e menor uso de carvalho novo. Cada safra da caixa carrega a marca do próprio ano: 2013 foi marcado por floração tardia e granizo, resultando em produção reduzida e vinho mais austero; 2018 foi o primeiro ano certificado orgânico; 2019 trouxe seca e calor que geraram concentração e equilíbrio notáveis; 2020 e 2021 já refletem a mão mais delicada do novo enólogo. É um conjunto raro para quem quer estudar a evolução estilística de um dos rótulos mais cultuados da Borgonha em uma única prateleira.

Corpoencorpado
Graduação13% a 13,5% (oscila ligeiramente conforme a safra)
AmadurecimentoFermentação em cubas de madeira com proporção de cachos inteiros ajustada a cada safra (em geral entre 50% e mais de 60%), seguida de 12 a 20 meses em barricas de carvalho francês; o percentual de madeira nova variou ao longo dos anos, de praticamente 100% na era Sylvain Pitiot/Jacques Devauges para algo entre 60% e 70% desde a chegada de Alessandro Noli em 2020, buscando mais frescor e menos marca de carvalho
Servir a16-18°C
GuardaGuarda potencial de 15 a 30 anos ou mais a partir da colheita para as safras mais recentes (2019-2021); a 2013 e a 2016 já estão em fase de amadurecimento, com boa margem até 2035-2040; recomenda-se paciência com as safras mais jovens, que ainda mostram taninos firmes
ClassificaçãoAOC Morey-Saint-Denis Grand Cru Monopole

Vale saber

  • A caixa funciona como uma vertical em miniatura: dá para comparar lado a lado o estilo mais robusto e tradicional de Sylvain Pitiot/Jacques Devauges (2013, 2016, 2018, 2019) com a abordagem mais elegante de Alessandro Noli, que assumiu a adega em 2020 e reduziu o uso de carvalho novo.
  • 2018 é a primeira safra certificada orgânica da propriedade, e desde 2016 o domaine também vem incorporando práticas biodinâmicas, certificadas a partir de 2019 — então a caixa documenta essa transição ambiental.
  • A safra 2013 foi uma das mais desafiadoras da década em Borgonha, com floração tardia, chuva excessiva e granizo, o que reduziu a produção mas concentrou o vinho; por isso costuma ser descrita como mais mineral e menos frutada que as demais da caixa.
  • 2019 e 2018 vieram de anos quentes e secos, com colheitas antecipadas e uvas muito maduras, resultando em vinhos mais potentes e encorpados, enquanto 2020 e 2021 mostram maior frescor e definição de fruta.
  • Vale decantar as safras mais jovens (2019, 2020, 2021) por pelo menos uma hora antes de servir, já que os taninos ainda estão fechados; a 2013, mais evoluída, pode ser aberta cerca de 30 minutos antes, só para arejar.

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