Domaine Stéphane Ogier
Côte-Rôtie La Belle Hélène 2016
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- Produtor
- Domaine Stéphane Ogier
- Safra
- 2016
- Uva
- 100% Syrah
- País
- França
- Categoria
- tinto
Uva
100% Syrah
Tipo
tinto
Região
Vale do Ródano Norte, Côte-Rôtie (comuna de Ampuis)
País
França
Como é este vinho
Na taça mostra cor rubi profunda quase opaca, com reflexos violáceos ainda jovens. O nariz é denso, com frutas vermelhas maduras — cereja e framboesa — envoltas em notas de violeta, especiarias escuras e um toque fumado típico da Côte Rozier. Na boca é encorpado, redondo e cheio, com textura cremosa e taninos presentes, ainda um pouco rústicos e precisando de tempo para se polir. A acidez é moderada e bem integrada, sustentando um final longo, levemente terroso e picante. É um vinho mais potente e menos perfumado que a irmã Côte Blonde da mesma casa, mas compensa em concentração e poder de guarda.
Com o que combina
Costela de boi assada lentamente, civet de lebre ou de coelho ao vinho tinto, paleta de cordeiro assada com ervas de Provence, costela de vitela grelhada, javali em molho encorpado, e cortes grelhados de cordeiro com especiarias — pratos de caça e carnes vermelhas suculentas que absorvem bem os taninos ainda firmes desta cuvée.
Sobre o vinho e o produtor
O Domaine Stéphane Ogier é uma propriedade familiar de sete gerações cravada nas encostas íngremes de Ampuis, no coração da Côte-Rôtie, conduzida desde 1997 por Stéphane Ogier após sua formação na Borgonha. A Belle Hélène nasceu como uma cuvée parcelar criada por Stéphane e seu pai Michel a partir de uma pequeníssima parcela de 0,5 hectare no lieu-dit Côte Rozier, com vinhas centenárias plantadas pelo avô da família, vizinhas da célebre La Landonne de Guigal. É considerada uma das cuvées mais potentes e taninicas do portfólio, em contraste com o perfil mais floral e delicado de outras parcelas como Lancement ou Côte Blonde. Na safra 2016, um ano que Ogier comparou ao equilibrado e discreto 2006, o vinho ganhou reputação por sua pureza de fruta e estrutura elegante, sem o excesso de exuberância de safras como 2015 ou 2018.
Vale saber
- A Belle Hélène vem de apenas 0,5 hectare em Côte Rozier, com cepas próximas de 90 anos plantadas pelo avô de Stéphane Ogier — uma das parcelas mais valorizadas da apelação.
- A produção é extremamente limitada, girando em média entre 150 e 200 caixas por safra, o que torna o rótulo raro mesmo dentro do já pequeno universo da Côte-Rôtie.
- A fermentação em cachos inteiros, sem desengaçar, é a assinatura desta cuvée e explica parte da estrutura tânica e das notas de especiarias e pimenta preta.
- Críticos da época classificaram a 2016 como uma versão mais robusta e menos aromática que a Côte Blonde do mesmo produtor, recomendando decantação de uma a duas horas antes de servir devido aos taninos ainda jovens.
- O próprio Ogier comparou o perfil da safra 2016 ao discreto porém equilibrado ano de 2006 no Ródano Norte — um sinal de que o vinho prioriza harmonia e pureza de fruta a potência bruta.
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