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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Éric Texier

Côtes du Rhône St-Julien-en-St-Alban 2019

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Éric Texier
Safra
2019
Uva
100% Syrah
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Syrah

Tipo

tinto

Região

Vale do Ródano Norte (Ardèche, zona de Saint-Julien-en-Saint-Alban)

País

França

Como é este vinho

Cor rubi profunda e quase opaca dá as boas-vindas a um nariz de frutas escuras maduras — cassis, mirtilo — entrelaçadas a violeta, azeitona preta e uma nota fumê mineral típica do granito da região. Na boca é macio e ao mesmo tempo enérgico, com fruta concentrada, um travo floral que lembra pastilha e uma acidez suculenta que sustenta tudo. Os taninos são presentes mas polidos, quase aveludados, e o final é longo, levemente adocicado no ataque, fechando em pimenta-do-reino e allspice que ficam martelando na língua. É um Syrah de perfil mais quente e generoso que o habitual em Texier, puxado pela safra 2019, mas sem perder a espinha mineral que assina a casa.

Com o que combina

Combina bem com pato assado ao molho de frutas vermelhas, coq au vin, carré de cordeiro com ervas, codorna grelhada, risoto de cogumelos silvestres e queijos duros e curados como parmesão de 24 meses ou gouda envelhecido. Também funciona com pratos de porco defumado ou costelinha ao barbecue, que dialogam com a nota de pimenta e fumaça do vinho.

Sobre o vinho e o produtor

Éric Texier é o vigneron bordalês que largou a engenharia nuclear para resgatar denominações esquecidas do Ródano, e Saint-Julien-en-Saint-Alban é um dos seus grandes projetos de revitalização: ele replantou Syrah em solos graníticos numa zona quente e ensolarada da margem oeste do rio, ao sul de Cornas. O rótulo vem das vinhas mais jovens do domínio, entre 20 e 40 anos, cultivadas organicamente e colhidas à mão, vinificadas com o mesmo protocolo minimalista aplicado ao seu Brézème: cachos inteiros, sem enxofre na fermentação, maceração curta e criação longa sobre borras. A safra 2019 foi generosa e madura no norte do Ródano, o que deu a este vinho um perfil um pouco mais denso e frutado que o habitual na casa, sem abrir mão do caráter especiado e da frescor que definem o estilo Texier.

Corpomedio
Graduação13,5%
AmadurecimentoFermentação em cachos inteiros com leveduras indígenas, sem enxofre, maceração de 6 a 8 dias em cuba aberta de concreto com chapéu submerso; criação em concreto sobre borras finas por 18 a 24 meses, sem trasfegas; engarrafado sem colagem nem filtração e com dose mínima de enxofre
Servir a14-16 °C
Guardade agora até 8 a 10 anos após a safra
ClassificaçãoAOC Côtes du Rhône

Vale saber

  • 2019 foi uma safra quente e madura no Ródano Norte, então esta garrafa tende a se mostrar mais frutada e encorpada que outras safras de Texier, que costumam ser mais esguias e nervosas.
  • Por ser engarrafado sem filtração nem colagem, é normal encontrar leve depósito no fundo da garrafa; decantar por cerca de uma hora ajuda a arejar e a dissipar notas redutivas que aparecem por causa do enxofre mínimo.
  • Provadores independentes já compararam este vinho a um Crozes-Hermitage por sua densidade e caráter selvagem, mais do que a um Côtes du Rhône genérico — reflexo da vinha em granito e do rigor da vinificação.
  • Como leva pouquíssimo ou nenhum enxofre, é um vinho sensível a variações de temperatura de armazenamento; vale consumir dentro de alguns anos da compra e mantê-lo sempre refrigerado.
  • O gêmeo deste vinho é o Brézème de Texier, vinificado de forma idêntica; comparar os dois lado a lado mostra bem a diferença entre o calcário mais fresco de Brézème e o granito mais quente de Saint-Julien.

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