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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Stéphane Ogier

Côte-Rôtie La Belle Hélène 2017

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine Stéphane Ogier
Safra
2017
Uva
100% Syrah (clone antigo Serine)
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Syrah (clone antigo Serine)

Tipo

tinto

Região

Vale do Ródano (Côte-Rôtie)

País

França

Como é este vinho

Cor rubi muito profunda, quase púrpura opaca, que já anuncia a concentração do vinho. No nariz aparecem cereja preta madura, ameixa, café torrado, cedro e chocolate amargo, com notas fumadas de carne grelhada e um toque de especiarias de padaria vindas do carvalho. Na boca é encorpado e denso, com taninos firmes e ainda um pouco austeros, acidez que sustenta o conjunto e uma textura veludosa que promete ficar ainda mais sedosa com o tempo. O final é longo, levemente salino e mineral, com retorno de fruta escura e fumaça.

Com o que combina

Costela de cordeiro assada lentamente com ervas de Provence, magret de canard ao molho de groselha, entrecôte grelhado com manteiga de ervas, queijo comté ou beaufort curados por mais de 18 meses, e pratos de caça como javali ou lebre à caçadora.

Sobre o vinho e o produtor

A Belle Hélène é a cuvée mais pessoal do Domaine Stéphane Ogier: vem de uma pequena parcela de cerca de meio hectare no lieu-dit Côte Rozier, com vinhas centenárias plantadas pelo avô de Stéphane, e é a única garrafa da casa que não leva o nome do próprio terroir, batizada em homenagem à mãe de Stéphane, esposa de Michel Ogier, que a engarrafou pela primeira vez. Produzida em escala muito pequena, geralmente entre 150 e 200 caixas por ano, é tratada como a peça central do trabalho parcelar da propriedade, elaborada 100% com cachos inteiros e envelhecida por até dois anos em carvalho francês. A safra 2017 no Ródano Norte foi marcada por verão quente e seco, resultando em vinhos maduros, concentrados e de estrutura firme, exigindo mais tempo de guarda do que vintages mais clássicos como 2016 ou 2019. Este rótulo específico recebeu notas muito altas da crítica internacional, situando-se entre os pontos altos da produção de Ogier naquele ano.

Corpoencorpado
Graduação13,5% (estimado, típico da denominação e da safra)
AmadurecimentoVinificação em cachos inteiros (vendange entière) com leveduras indígenas em cubas termorreguladas; envelhecimento de 18 a 24 meses em barricas de carvalho francês, incluindo demi-muids, com parcela de madeira nova
Servir a16-18 °C
Guarda2027 a 2045 aproximadamente — vinho pensado para guarda longa, não para consumo imediato
ClassificaçãoAOC Côte-Rôtie

Vale saber

  • Decantação é recomendada: pelo menos 2 a 3 horas antes de servir, já que em 2017 os taninos ainda se mostram compactos e precisam de oxigenação para abrir.
  • A Belle Hélène é a única cuvée da casa que não leva o nome do lieu-dit de origem — na prática, porém, ela vem inteiramente do Côte Rozier, de vinhas com quase um século de idade.
  • A safra 2017 foi descrita pela crítica como um vinho de guarda por excelência, comparável em potencial a garrafas históricas da casa como 1999 e 2010, mas que só deve mostrar todo seu potencial após uma década de garrafa.
  • Produção extremamente limitada, entre 150 e 200 caixas por ano, o que torna o rótulo disputado entre colecionadores de Côte-Rôtie ao lado de nomes como Guigal La Landonne e Jamet.
  • Vale comparar lado a lado com a Côte Blonde do mesmo produtor e mesma safra: enquanto a Côte Blonde tende a ser mais floral e elegante, a Belle Hélène aposta em potência, carnosidade e taninos mais robustos.

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