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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Henri Chauvet

Cotes d'Auvergne 'Au Chant de la Huppe' Gamay 2023

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine Henri Chauvet
Safra
2023
Uva
Gamay (assemblagem de Gamay d'Auvergne, também chamado Gamay Saint-Romain, com Gamay Beaujolais, o clássico Gamay noir à jus blanc)
País
França
Categoria
tinto

Uva

Gamay (assemblagem de Gamay d'Auvergne, também chamado Gamay Saint-Romain, com Gamay Beaujolais, o clássico Gamay noir à jus blanc)

Tipo

tinto

Região

Auvérnia (Côtes d'Auvergne, Boudes)

País

França

Como é este vinho

Cor rubi vivo com reflexos violáceos, ainda jovem e translúcida no copo. O nariz traz frutas negras silvestres meio selvagens, uma pitada de especiaria e uma nota sutil de cobre ou minério, quase metálica. Na boca é suculento, com fruta quase transparente que se apoia num núcleo cremoso e uma textura aérea, leve, longe de qualquer peso alcoólico. A acidez é viva e há uma corrente mineral marcada por um toque salino que se estende pelo final, enquanto os taninos são discretos, finos, típicos da vinificação em cacho inteiro. Com a taça aberta o vinho ganha carnosidade e complexidade, revelando camadas que não aparecem no primeiro nariz.

Com o que combina

Aligot, o clássico purê de batata com queijo derretido da Auvérnia, é o casamento mais óbvio e mais gostoso. Funciona muito bem também com andouillette grelhada, lombo de porco assado, terrine de campagne, saucisse de Toulouse grelhada, queijo Fourme d'Ambert e uma salada de lentilhas do Puy com vinagrete de mostarda. Por ser um tinto leve e salgado no final, também acompanha bem pratos de charcutaria em geral e queijos de meia cura, sem precisar de proteínas muito gordurosas.

Sobre o vinho e o produtor

Henri Chauvet é um vigneron da nova geração que trocou uma carreira em bancos e seguros pela vinha, formando-se em viticultura e enologia e estagiando com nomes como Jérôme Bressy, em Rasteau, e Thierry Allemand, em Cornas, antes de assumir em 2021 o antigo Domaine Sauvat em Boudes, no sul da Auvérnia. Ali cultiva cerca de 10,5 hectares em encostas vulcânicas íngremes, trabalhando em orgânico desde a primeira safra, com leveduras indígenas, mínima intervenção e praticamente nenhum sulfuroso. Au Chant de la Huppe é batizado em homenagem à poupa, ave migratória que retorna todo ano às colinas da Auvérnia na primavera, e nasce de parcelas mais baixas do domínio, com argila vermelha rica em óxido de ferro, granito decomposto, quartzo e afloramentos calcários, terroir que confere um perfil mais frutado e menos vulcânico do que outras cuvées do produtor, como Abrupts. A safra 2023 chega já como o terceiro lançamento do domínio, confirmando a regularidade estilística da casa e reforçando a reputação recente de Henri Chauvet como uma das revelações da Côtes d'Auvergne.

Corpoleve
Graduação12%
AmadurecimentoVinificação em cachos inteiros por cerca de sete dias em cuba inox, com remontagens suaves feitas com balde e uma pequena sangria de vinho de gota no início da fermentação para preservar a frescura da fruta; envelhecimento de nove meses dividido meio a meio entre cuba inox e barricas usadas de 228 litros, seguido de mais nove meses de estágio em garrafa antes da liberação comercial. Fermentação com leveduras indígenas, sem colagem, sem filtração e com sulfitação mínima, cerca de 1 g/hL no engarrafamento.
Servir a14-16 °C
GuardaPode ser bebido já nos primeiros dois ou três anos pela fruta vibrante, mas tem fôlego para seis a dez anos após a colheita, ganhando notas terciárias sem perder a frescura característica.
ClassificaçãoAOC Côtes d'Auvergne

Vale saber

  • A cuvée recebeu 92 pontos do crítico James Suckling na safra 2023, nota que ajudou a colocar o domínio no radar internacional apenas quatro safras depois de sua fundação.
  • Não é necessário decantar: o estilo é leve, de taninos finos e pouca sulfitação, então o vinho se beneficia mais de servir levemente resfriado do que de aeração forçada.
  • O verão de 2023 foi quente e seco na região, resultando em cascas mais espessas nas uvas; por isso Henri reduziu os tempos de maceração em cacho inteiro em suas cuvées daquele ano para evitar taninos ríspidos, o que explica a maceração relativamente curta desta safra.
  • Estilisticamente lembra crus leves e minerais do Beaujolais, como Morgon ou Côte de Brouilly, mas com uma salinidade e uma nota fumada de origem vulcânica que são assinatura dos solos de Boudes.
  • É um vinho de produção limitada: o domínio é pequeno, trabalha por parcela e destina boa parte da produção a poucos importadores especializados em vinho natural, o que torna o rótulo escasso fora da França.

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