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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Famille Dutraive

Famille Dutraive Chénas lieu dit en Papolet 2018

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Famille Dutraive
Safra
2018
Uva
100% Gamay
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Gamay

Tipo

tinto

Região

Beaujolais (Cru Chénas)

País

França

Como é este vinho

Na taça mostra cor magenta translúcida e brilhante, com aromas de frutas vermelhas e azuis, alcaçuz e um toque mineral que ganha nuances de especiarias exóticas conforme aera. Na boca é amplo e carnudo na entrada, com sabores concentrados de amora selvagem, cereja amarga e pastilha floral que se tornam mais doces e concentrados com o contato com o ar. O final é longo e focado, marcado por uma nota floral persistente e taninos macios e bem integrados. A acidez é viva e fresca, típica do granito e do veio de quartzo do terroir de Papolet, dando ao vinho um corpo médio com estrutura surpreendente para um Beaujolais.

Com o que combina

Frango assado com ervas de Provence, magret de pato ao molho de frutas vermelhas, risoto de cogumelos porcini, tábua de charcutaria com saucisson sec e rillettes, queijos de leite de cabra curados como Crottin de Chavignol, e pratos de cozinha lionesa como o coq au vin servido levemente resfriado.

Sobre o vinho e o produtor

Famille Dutraive é o projeto negociante criado por Jean-Louis Dutraive, do histórico Domaine de la Grand'Cour em Fleurie, depois que geadas e granizadas em 2016 e 2017 destruíram até 90% da colheita da família, obrigando-o a comprar uvas de vizinhos e amigos que compartilham a mesma filosofia de cultivo. Neste Chénas, as uvas vêm do lieu-dit En Papolet, cultivado pelos irmãos Thillardon (Paul-Henri e Charles), pioneiros da agricultura orgânica na denominação, num terreno assentado sobre uma veia de quartzo e granito raso considerado um dos climats mais qualitativos de Chénas. A vinificação segue a mesma escola do domaine: cachos inteiros, maceração semicarbônica, leveduras nativas e mínima intervenção enológica, resultando em um Gamay que muitos descrevem como híbrido entre a elegância floral de Fleurie e a estrutura mais séria de Morgon. A safra 2018 foi quente e generosa em todo o Beaujolais, produzindo vinhos com fruta mais madura e concentrada, mas que aqui mantêm frescor graças ao terroir de Papolet.

Corpomedio
Graduação13%
AmadurecimentoVinificação em cuba com cachos inteiros e maceração semicarbônica a baixa temperatura, sem desengace nem esmagamento, fermentação espontânea com leveduras indígenas e uso mínimo ou nulo de enxofre; sem passagem por carvalho, criação em cuba de inox ou cimento antes do engarrafamento.
Servir a14-16 °C
Guarda2020 a 2028, com pico de prazer entre 2022 e 2026
ClassificaçãoAOC Chénas

Vale saber

  • Este rótulo nasceu de uma crise: as geadas de 2016 e o granizo de 2017 destruíram boa parte da colheita da família em Fleurie, e Jean-Louis Dutraive passou a comprar uvas de produtores amigos para poder seguir vinificando e sustentar a entrada dos três filhos no negócio.
  • As uvas deste Chénas não vêm de vinhas da própria família, mas do lieu-dit En Papolet cultivado pelos irmãos Thillardon, referências da agricultura orgânica na denominação, que fornecem a Dutraive desde 2016.
  • A crítica especializada (Vinous, Josh Raynolds) avaliou este 2018 com 93 pontos, destacando a clareza da fruta vermelha e azul, o toque de alcaçuz e o final floral sustentado por taninos macios.
  • A safra 2018 foi uma das mais quentes e solares da década no Beaujolais, o que tende a gerar vinhos mais encorpados e frutados do que o padrão de Chénas, sem perder a mineralidade típica do solo granítico e quartzoso de Papolet.
  • Não é necessário decantar: por ser um Gamay de maceração semicarbônica e taninos delicados, o vinho se beneficia mais de uma leve refrigeração de serviço do que de aeração prolongada em decanter.

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