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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Lafarge-Vial

Fleurie 2020

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine Lafarge-Vial
Safra
2020
Uva
100% Gamay Noir à Jus Blanc
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Gamay Noir à Jus Blanc

Tipo

tinto

Região

Beaujolais (Fleurie)

País

França

Como é este vinho

O nariz abre com cereja, framboesa e cranberry adocicado, seguido por um fundo de solo pedregoso e granítico, uma nota sutil de caça (gamebird) e um toque de casca de laranja, coroados por uma ponta de pimenta branca. Em boca é vibrante e surpreendentemente encorpado para um Fleurie, com acidez viva, taninos discretos porém presentes no final e um travo mineral que dá sensação de 'puxão' de solo granítico. O final é longo, tenso e levemente picante, sem peso, mas com estrutura suficiente para acompanhar pratos consistentes. É um Gamay de textura sedosa, mas com nervo, fruto direto da combinação entre biodinâmica, granito rosa decomposto e a mão borgonhesa de Frédéric Lafarge.

Com o que combina

Harmoniza muito bem com pato assado ao molho de groselha, coxinhas de coelho ao vinho tinto, terrine de campagne com picles, cogumelos selvagens salteados na manteiga e ervas, queijo Saint-Marcellin ou Brie de Meaux e até salmão grelhado com ervas frescas, aproveitando a acidez viva e o corpo médio do vinho.

Sobre o vinho e o produtor

Domaine Lafarge-Vial nasceu na primavera de 2014 do encontro entre Frédéric Lafarge, à frente do lendário Domaine Michel Lafarge em Volnay, e sua mulher Chantal Vial, que emprestou o sobrenome ao projeto. Instalados em Fleurie, no norte do Beaujolais, cultivam cerca de seis hectares de Gamay em parcelas de encosta sobre granito rosa decomposto, conduzidas em gobelet e trabalhadas com cavalo nas partes mais íngremes, sob regime biodinâmico certificado Demeter desde a primeira colheita. Este Fleurie 'genérico' da safra 2020 nasce do corte de duas parcelas, Bel-Air e Cercillon, e representa a porta de entrada mais acessível da gama, ao lado das cuvées de parcela única Clos Vernay e Joie du Palais. 2020 foi um ano quente e precoce no Beaujolais, o que deu frutos generosos e maduros, mas a altitude das vinhas e a condução biodinâmica preservaram um frescor e uma tensão mineral que fogem do estilo mais frutado e imediato de outros Fleurie da mesma safra.

Corpomedio
Graduação13% (estimado, compatível com o padrão da casa e da safra; não confirmado em ficha técnica pública)
AmadurecimentoCerca de 12 meses em barricas usadas de 228 e 350 litros, sem madeira nova, após vinificação com leveduras indígenas, cubas abertas de concreto e cerca de 30% de cachos inteiros nesta safra
Servir a14-16 °C
Guarda2023 a 2030, com pico de prazer entre o terceiro e o sexto ano após a colheita
ClassificaçãoAOC Fleurie (Cru du Beaujolais)

Vale saber

  • A safra 2020 foi marcada por calor e antecipação da colheita no Beaujolais, mas a casa conseguiu manter acidez viva e um perfil mais mineral do que frutado puro, fugindo do estereótipo mais doce de Fleurie.
  • Esta cuvée 'Fleurie' simples é o corte de Bel-Air e Cercillon, diferente das cuvées de parcela única e vinhas mais velhas (Clos Vernay e Joie du Palais), que costumam ter mais concentração e potencial de guarda.
  • O uso de cerca de 30% de cachos inteiros na fermentação de 2020 contribui para as notas de pimenta branca e um leve amargor especiado no final, característico da vinificação semicarbônica parcial usada pela casa.
  • Vale decantar por 30 a 60 minutos se aberto jovem, pois o nariz pode se mostrar fechado ou redutivo nos primeiros minutos, como observado por críticos em vinhos da mesma leva.
  • Para quem gosta de nomes como Foillard, Lapierre ou Sunier em Morgon, este Fleurie oferece um perfil mais estruturado e mineral, ainda que com menos complexidade imediata que essas referências, segundo notas de degustação da safra.

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