Pré-venda·A vitrine abre nos próximos diasentrar na lista
Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Quinta do Fojo

Fojo 2013

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Quinta do Fojo
Safra
2013
Uva
Field blend de vinha centenária plantada no final do século XIX, com predominância de Tinta Roriz, seguida por Tinta Barroca e Tinta Cão, com Touriga Franca e Touriga Nacional em proporção marginal
País
Portugal
Categoria
tinto

Uva

Field blend de vinha centenária plantada no final do século XIX, com predominância de Tinta Roriz, seguida por Tinta Barroca e Tinta Cão, com Touriga Franca e Touriga Nacional em proporção marginal

Tipo

tinto

Região

Douro (Cima Corgo, vale do Pinhão, concelho de Alijó)

País

Portugal

Como é este vinho

Cor granada intensa, tendendo a acastanhado nas bordas com a evolução em garrafa. O nariz mistura fruta preta madura, cereja e amora com notas de couro, carne defumada e madeira tostada, típicas da vinha velha em field blend. Na boca é encorpado e volumoso, com taninos firmes porém já mais arredondados, acidez viva que sustenta o conjunto e um final longo, especiado e persistente. É um vinho de textura densa, mais aberto e sedutor do que os Fojo mais antigos, sem perder a garra que caracteriza o rótulo.

Com o que combina

Vai bem com cabrito assado no forno com batatas a murro, posta de vitela maronesa grelhada, cozido à portuguesa com enchidos fumados, queijo da Serra da Estrela curado ou um bochecha de vaca estufada em vinho tinto; para quem prefere algo mais leve, um risoto de cogumelos silvestres com parmesão bem curado também sustenta a estrutura do vinho.

Sobre o vinho e o produtor

A Quinta do Fojo é uma propriedade familiar do Douro, na margem esquerda do vale do rio Pinhão, concelho de Alijó, hoje conduzida pela enóloga Margarida Serôdio Borges. O Fojo nasce exclusivamente da vinha velha da quinta, com cerca de sete hectares plantados no final do século XIX em socalcos dispostos em anfiteatro, vinificados de forma tradicional em lagares de granito com pisa a pé. A colheita de 2013 tem um significado especial: marcou o regresso da marca depois de doze anos sem produção, já que os vinhos haviam parado em 2001 após a sequência icônica iniciada em 1996. Foi justamente essa safra de retomada que reacendeu o prestígio do rótulo, num ano considerado difícil no Douro mas que resultou, segundo a crítica especializada, em um dos melhores tintos da vindima.

Corpoencorpado
Graduação14% (estimado, típico para tintos de vinha velha do Cima Corgo; não confirmado em ficha pública)
Amadurecimento23 meses em barricas de carvalho francês, sendo 60% novas e 40% já usadas; engarrafado em junho de 2018
Servir a17-18 °C
Guardajá se mostra expressivo, mas tem estrutura tânica e acidez para evoluir com harmonia até 2040 ou mais
ClassificaçãoDOC Douro

Vale saber

  • A safra 2013 marcou o retorno da Quinta do Fojo depois de um hiato de 12 anos: o último Fojo engarrafado antes desse havia sido o de 2001.
  • O crítico Robert Parker/Wine Advocate atribuiu 96 pontos a este vinho, e 2013 foi apontada por avaliadores internacionais como candidata a melhor tinto do Douro na safra.
  • O rótulo já foi apelidado de 'o Pingus de Portugal' por parte da crítica, numa referência ao icônico tinto espanhol de vinha velha e produção limitada.
  • Vale decantar com moderação: por ser um vinho de grande estrutura tânica, se beneficia de aeração de 30 a 60 minutos antes de servir, mas evite decantação agressiva se a garrafa já tiver muitos anos, pois vinhos velhos podem perder aromas voláteis rapidamente.
  • A produção foi de apenas 12 mil garrafas, reforçando o caráter raro e artesanal do rótulo, que sai apenas em safras que a própria quinta classifica como excepcionais.

Da mesma curadoria