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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Olivier Rivière Vinos

Ganko 2018

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Olivier Rivière Vinos
Safra
2018
Uva
80% Garnacha, 20% Mazuelo (Cariñena)
País
Espanha
Categoria
tinto

Uva

80% Garnacha, 20% Mazuelo (Cariñena)

Tipo

tinto

Região

Rioja Alta (vinhedo em Cárdenas, Vale do Alto Najerilla)

País

Espanha

Como é este vinho

Na taça mostra cor rubi profunda, quase granada, e um bouquet que mistura fruta vermelha e negra madura, ameixa escura, amora silvestre e um fundo de especiarias e alcaçuz, sempre atravessado por uma mineralidade que se acentua com a oxigenação. Em boca é encorpado mas nunca pesado, com taninos firmes porém polidos, acidez viva que sustenta o conjunto e uma textura sedosa que desliza para um final longo, salino e levemente amargo, típico dos solos arenosos e ferrosos de Cárdenas. É um tinto que ganha camadas conforme areja, revelando notas silvestres e terrosas à medida que o copo esquenta.

Com o que combina

Combina muito bem com cordeiro assado com ervas, costela de porco ibérico grelhada, cogumelos silvestres salteados com manteiga, queijos de cabra curados e pratos de caça como perdiz ou javali guisado; também funciona com petiscos de embutidos ibéricos e tapas de carne curada, já que o próprio produtor pensa este vinho como um tinto versátil para a mesa.

Sobre o vinho e o produtor

Olivier Rivière é um enólogo francês nascido na região de Cognac, formado em Bordeaux e temperado em passagens por Burgundy, que chegou à Rioja em 2004 a convite de Telmo Rodríguez para converter vinhedos à biodinâmica e nunca mais foi embora, fundando sua própria bodega em Logroño em 2006. O Ganko é um dos rótulos que consolidou sua reputação, vindo de um único sítio a 600 metros de altitude perto do vilarejo de Cárdenas, em Rioja Alta, onde cultiva pés de Garnacha e Mazuelo com 60 a 90 anos em solos arenosos e argilo-ferruginosos. O nome, que significa 'teimoso' em japonês, foi dado por seu importador no Japão em referência à obstinação de Rivière em fazer vinho à sua maneira dentro de uma região dominada pelas categorias tradicionais de Crianza e Reserva. Ele próprio classifica o Ganko como seu 'Premier Cru' de vilarejo, um degrau abaixo apenas do raríssimo Plaza Cuesta, dentro da hierarquia inspirada no modelo borgonhês que aplica aos seus vinhos.

Corpoencorpado
Graduação14,5% (estimado, com base no padrão do rótulo nas safras recentes)
AmadurecimentoFermentação em cachos inteiros com leveduras indígenas em tanques de concreto, seguida de 16 a 18 meses de envelhecimento em foudres e barricas/demi-muids de carvalho francês
Servir a16-18 °C
Guardade 2022 a cerca de 2032, com pico de harmonia entre o 4º e o 10º ano após a colheita
ClassificaçãoDOCa Rioja (vinho de vilarejo, tratado pelo produtor como 'Premier Cru')

Vale saber

  • O nome Ganko não tem relação com a uva ou o terroir: foi um apelido dado pelo importador japonês de Olivier Rivière, significando 'teimoso' ou 'obstinado', numa alusão ao caráter do próprio enólogo.
  • A produção é pequena, na faixa de 5 mil garrafas por safra, o que torna o rótulo um vinho de tiragem limitada mesmo dentro do portfólio já enxuto da bodega.
  • Vale decantar por pelo menos uma hora antes de servir: o vinho é fechado quando recém-aberto e ganha muito em aromas de fruta silvestre e mineralidade conforme oxigena no copo.
  • A safra 2018 na Rioja foi marcada por um ciclo mais fresco e chuvoso que o normal, o que tende a favorecer acidez mais viva e menor concentração alcoólica frente a safras quentes como 2017 ou 2019.
  • Estilisticamente o Ganko lembra mais um tinto de vilarejo da Borgonha ou um Grenache do Ródano do que uma Rioja clássica de Tempranillo, por causa do uso de cachos inteiros, pouca extração e madeira grande e neutra.

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