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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Olivier Rivière Vinos

Ganko 2020

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Olivier Rivière Vinos
Safra
2020
Uva
Garnacha (predominante, entre 80% e 90% conforme a safra), Mazuelo (Cariñena/Carignan, complemento de 10% a 20%)
País
Espanha
Categoria
tinto

Uva

Garnacha (predominante, entre 80% e 90% conforme a safra), Mazuelo (Cariñena/Carignan, complemento de 10% a 20%)

Tipo

tinto

Região

Rioja (Rioja Alta – vinhedos de Cárdenas, Vale do Alto Najerilla)

País

Espanha

Como é este vinho

O nariz traz frutas azuis silvestres, pimenta branca e um toque mineral quase pedregoso, herança direta da altitude e dos solos arenosos e ferrosos de Cárdenas. Na boca é seco, de corpo médio a encorpado, com taninos firmes e lineares que envolvem a fruta crocante sem pesar. A acidez é viva, típica das vindimas antecipadas do produtor, e sustenta um final longo, mineral e levemente terroso. É um tinto que privilegia tensão e frescor à concentração, num perfil que remete mais a um Rhône ou Borgonha vinificado com garnacha do que ao Rioja clássico à base de tempranillo.

Com o que combina

Cordeiro assado com ervas ou em navarin, carré de cordeiro grelhado, carnes de caça como javali ou coelho ao vinho, queijos curados tipo manchego ou um Lincolnshire Poacher, e pratos especiados como um tagine marroquino leve ou orecchiette com molho de tomate e ervas.

Sobre o vinho e o produtor

Olivier Rivière é um vigneron francês nascido na região de Cognac, formado em enologia em Bordeaux e passagens por casas borgonhesas, que chegou a Rioja em 2004 para trabalhar com Telmo Rodríguez e acabou fundando sua própria bodega em 2006, hoje sediada em Logroño. Ganko foi um dos primeiros vinhos que ele engarrafou, batizado com o apelido que seu importador japonês lhe deu, que significa teimoso ou cabeçudo, numa alusão ao caminho independente que trilhou em uma região dominada por grandes marcas. O rótulo nasce de um único terreno a cerca de 600 metros de altitude perto do vilarejo de Cárdenas, plantado com vinhas de Garnacha e Mazuelo entre 60 e 90 anos, em solos arenosos e argilosos ricos em ferro, e é considerado pelo próprio produtor como seu equivalente a um 1er Cru dentro da hierarquia de vinhedos que ele aplica a Rioja. A safra 2020 é descrita por críticos como particularmente precisa e mineral, com uso de ânfora na vinificação, um recurso que reforça o caráter fresco e transparente que Rivière busca em detrimento de vinhos mais maduros e amadeirados.

Corpomedio
Graduação14%
AmadurecimentoFermentação parcial em ânfora e em cachos inteiros, seguida de criação por 16 a 18 meses em foudres e barricas de carvalho francês usado, de 225 a 600 litros, sem filtragem nem clarificação
Servir a16-18 °C
Guarda2023 a 2033 (aproximadamente 10 a 13 anos após a safra)
ClassificaçãoDOCa Rioja

Vale saber

  • O nome Ganko não é uma escolha poética do enólogo, mas um apelido literal dado por seu importador japonês, que significa teimoso ou cabeçudo.
  • A produção é pequena e varia entre 4.000 e 5.000 garrafas por safra, o que torna o vinho difícil de encontrar fora de mercados especializados.
  • Segundo notas de crítica sobre a safra 2020, parte da vinificação passou por ânfora, um detalhe que marca uma evolução em relação a vintages anteriores do rótulo, feitos só em madeira.
  • A proporção entre Garnacha e Mazuelo muda a cada ano conforme o resultado de cada parcela; em safras recentes a Garnacha tem dominado a mistura, chegando a 80-90% do corte.
  • Vale decantar por 30 a 60 minutos antes de servir para suavizar os taninos ainda compactos e abrir o aromático floral e frutado; garrafas mais jovens se beneficiam disso mais do que exemplares com alguns anos de garrafa.

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