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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Les Jardins d'Édina

Grand Puy AOC Bourg 2022

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Les Jardins d'Édina
Safra
2022
Uva
100% Merlot
País
França
Categoria
tinto

Uva

100% Merlot

Tipo

tinto

Região

Bordeaux – Côtes de Bourg (Lansac)

País

França

Como é este vinho

O nariz abre com ameixa preta e cereja madura, seguidas de violeta, grafite e um toque de cacau claro. Na boca é esguio e suculento, com fruta crocante sustentada por um grão fino e levemente calcário, típico do solo de calcaire à Astéries do platô do Grand Puy. O meio de boca ganha densidade aveludada sem pesar, e a acidez viva equilibra a maturação da fruta. O final é reto e sápido, com notas de caroço de cereja, pimenta doce e um eco mineral que lembra pedra molhada. Os taninos são macios, presentes mas discretos, resultado de baixa extração e maceração de cerca de três semanas.

Com o que combina

Frango assado com ervas, filé mignon ao molho de ervas frescas, costeleta de vitela grelhada, flanken (corte de costela) na grelha, ou pratos de bistrô com molho curto, como um coq au vin simplificado. Combina também com queijos de meia cura, tipo Saint-Nectaire ou um Comté jovem, e com charcutaria fina, como rillettes ou terrine de pato.

Sobre o vinho e o produtor

Les Jardins d'Édina é o projeto bordalês de Olivier Rivière, vinhateiro francês que passou quase vinte anos construindo reputação em Rioja e Arlanza antes de voltar à França para vinificar em sua região de origem. Instalado em Lansac, na AOC Côtes de Bourg, ele reuniu cerca de 15 hectares de encostas argilo-calcárias que já pertenceram ao patrimônio da família ducal de Broglie, batizando a propriedade em homenagem a Édina, bisavó de sua filha. O Grand Puy é o talhão mais alto e mais frio da propriedade, de exposição norte, sentado sobre calcaire à Astéries — o mesmo tipo de calcário que sustenta parte de Saint-Émilion —, e por isso funciona como a parcela-bandeira da casa. A safra de 2022 marca a estreia comercial do projeto: uvas colhidas manualmente, majoritariamente desengaçadas, com fermentação indígena e maceração de cerca de três semanas, seguindo a filosofia de baixa extração e madeira discreta que caracteriza todos os vinhos de Rivière.

Corpomedio
Graduação13,5% (estimado, coerente com Merlot de Côtes de Bourg em safra quente e vinificação sóbria)
AmadurecimentoMaturação parcial em cuba de concreto (cerca de 2/3) e em barricas usadas (cerca de 1/3, provenientes de Borgonha, Haut-Brion e Rioja), sem madeira nova, buscando polir a textura sem marcar o vinho com tosta
Servir a16-18°C
Guarda2024 a 2030, com pico de prazer entre 2025 e 2028 — não é um vinho pensado para guarda longa
ClassificaçãoAOC Côtes de Bourg

Vale saber

  • 2022 foi a primeira safra comercializada do projeto — Rivière só passou a atuar em tempo integral na propriedade a partir de julho daquele ano, o que torna o resultado ainda mais notável.
  • O Grand Puy é o talhão mais alto do domaine, protegido de geadas pela altitude e inclinação, com solo de calcaire à Astéries (o mesmo calcário de parte de Saint-Émilion) que confere caráter mineral e frescor ao Merlot.
  • Não é um vinho para guarda longa: a proposta é fruta viva, taninos macios e frescor, não estrutura para envelhecimento — beba nos primeiros 4 a 6 anos após a safra para aproveitar melhor a energia do vinho.
  • Decantação rápida (20 a 30 minutos) pode ajudar a abrir os aromas de fruta negra e especiarias, mas não é obrigatória, já que a vinificação já é pensada para pouca extração e prontidão ao beber.
  • Quem gosta de Saint-Émilion satélites feitos com mão leve, ou de Merlots naturais do Loire com frescor e mineralidade, vai reconhecer a mesma lógica aqui — um Bordeaux que foge do estilo denso e concentrado clássico da região.

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