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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Danjou-Banessy

La Truffière Rouge IGP 2020

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine Danjou-Banessy
Safra
2020
Uva
Grenache Noir, Mourvèdre, Carignan Noir (vinhas plantadas entre 1940 e 1960, portanto com 60 a 80 anos na safra 2020)
País
França
Categoria
tinto

Uva

Grenache Noir, Mourvèdre, Carignan Noir (vinhas plantadas entre 1940 e 1960, portanto com 60 a 80 anos na safra 2020)

Tipo

tinto

Região

Roussillon (IGP Côtes Catalanes, Espira-de-l'Agly, Vale do Agly)

País

França

Como é este vinho

Cor rubi médio, mais pálido do que se espera de um tinto do sul da França, com reflexos vivos. No nariz aparecem fruta vermelha fresca — framboesa, cereja ácida — entremeada por ervas secas, casca de especiaria, um toque floral e uma mineralidade fumê que remete diretamente ao xisto negro do terroir Terres Noires. Na boca é surpreendentemente leve e vibrante para a região, com acidez viva, taninos finos e sedosos, corpo médio e uma textura quase etérea, quase quase sem peso, mesmo vindo de vinhas centenárias e baixíssimo rendimento. O final é longo, levemente salino e mineral, com uma sensação de profundidade que não passa por potência alcoólica ou extração pesada. É um tinto que engana pela aparência delicada e revela camadas complexas de terroir a cada gole.

Com o que combina

Combina bem com cordeiro assado com ervas provençais, pombo ou pato assado com especiarias suaves, entrecôte maturado, guisado catalão de carne, pratos à base de cogumelos frescos como risoto de funghi porcini, e queijos de ovelha curados. Também funciona com charcutaria fina, como presunto cru e salame de caça, e com pratos que tenham um toque terroso, já que a proximidade da trufa no terreno reforça essa nota no vinho.

Sobre o vinho e o produtor

O Domaine Danjou-Banessy é conduzido pelos irmãos Benoît e Sébastien Danjou em Espira-de-l'Agly, no coração do Vale do Agly, região historicamente ligada à produção de Rivesaltes e hoje referência em vinhos secos de baixa intervenção no Roussillon. La Truffière é uma cuvée de parcela única, cerca de dois hectares plantados entre 1940 e 1960 sobre xisto negro e marga com base calcária, num terreno conhecido por produzir trufas nas redondezas — daí o nome do rótulo. A safra 2020 reflete a assinatura da casa: agricultura orgânica certificada e biodinâmica, colheita manual, vinificação em cacho inteiro por infusão e criação em barricas usadas, buscando um perfil mais fresco, floral e mineral do que o esperado para tintos do sul da França. É considerada por críticos e importadores uma das cuvées mais distintas e premiadas do domaine, com pontuação alta registrada para essa safra específica.

Corpomedio
Graduação13,5%
Amadurecimento20 meses em barricas de carvalho majoritariamente usadas, após vinificação em cacho inteiro (100%) com leve esmagamento, fermentação espontânea com leveduras indígenas em tina e extração por infusão; sem colagem nem filtragem, com uma única adição de enxofre (cerca de 20 ppm) antes do engarrafamento, feito por gravidade em dias de fruto com lua ascendente ou minguante
Servir a15-17 °C
Guarda2022 a 2033 (consumo ótimo aproximado; a estrutura fina e a baixa intervenção favorecem beber cedo pelo frescor, mas a base tânica do Carignan e do Mourvèdre sustenta guarda de uma década ou mais)
ClassificaçãoIGP Côtes Catalanes

Vale saber

  • Apesar de ser Roussillon, região quente e solar, este tinto tem perfil quase borgonhês, mais próximo de um Pinot Noir leve do que de um tinto mediterrâneo denso — resultado direto do cacho inteiro, baixa extração e vinhas centenárias de baixo rendimento (cerca de 20 hl/ha).
  • Não precisa decantar por longo tempo; uma aeração curta de 20 a 30 minutos já é suficiente para abrir o aromático floral e a nota fumê de xisto, já que a estrutura tânica é delicada e o vinho não tem reduções pesadas.
  • A safra 2020 no Roussillon foi marcada por verão quente com maturação regular, o que preservou frescor nas parcelas mais antigas como a de La Truffière; especialistas do mercado pontuaram esta safra entre as mais equilibradas da década para o rótulo.
  • O nome La Truffière vem literalmente do fato de a parcela ser cercada por um terreno de trufas, algo raro de se traduzir em rótulo — funciona quase como uma pista sensorial para as notas terrosas que aparecem no copo.
  • É um vinho de produção muito limitada, cerca de dois hectares de parcela única, o que o torna disputado entre importadores; garrafas de safras anteriores já aparecem cotadas bem acima do preço de lançamento no mercado secundário.

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