Champagne Dhondt-Grellet
'Les Terres Fines' Blanc de Blancs 1er Cru Extra-Brut NV
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- Produtor
- Champagne Dhondt-Grellet
- Safra
- NV
- Uva
- 100% Chardonnay
- País
- França
- Categoria
- espumante
Uva
100% Chardonnay
Tipo
espumante
Região
Champagne (Cuis e Chouilly, Côte des Blancs)
País
França
Como é este vinho
Cor amarelo-palha vibrante com bolhas finas e persistentes. No nariz aparecem lima e limão confitados, maçã verde, flor branca, amêndoa e um toque de pão tostado ou brioche, com nuances mais salinas e de giz molhado nos lotes mais recentes. Na boca é um Blanc de Blancs de corpo médio a encorpado, textura cremosa mas ao mesmo tempo tensa, com acidez viva que sustenta o conjunto e um mousse fino e envolvente. O final é longo, levemente salino e picante, com retrogosto de amêndoa torrada e casca cítrica. É um estilo mais vinoso e denso do que o esperado para um Blanc de Blancs típico da Côte des Blancs, reflexo do Chardonnay de Cuis, vinhas velhas e passagem por carvalho.
Com o que combina
Ostras gratinadas com manteiga de ervas, robalo grelhado com beurre blanc, risoto de aspargos com parmesão curado, queijo Comté de 18 meses, vieiras salteadas com manteiga avelã e um simples pão fresco com manteiga salgada para ressaltar a textura e a salinidade do vinho.
Sobre o vinho e o produtor
A Champagne Dhondt-Grellet é uma casa familiar recoltant-manipulant sediada na Ferme du Moulin, em Flavigny, pequena aldeia da Côte des Blancs próxima a Avize, fundada em 1986 quando Eric Dhondt e Edith Grellet passaram a engarrafar sua própria produção em vez de vender as uvas a negociantes. Desde 2012 o filho Adrien Dhondt conduz a vinificação, ao lado da irmã Alice, com clara inspiração borgonhesa: fermentação majoritária em barrica com leveduras indígenas, dosagens baixas e engarrafamento sem filtragem. O 'Les Terres Fines' é um Blanc de Blancs Premier Cru montado a partir de diversas pequenas parcelas espalhadas por Cuis (e parte por Chouilly/Grauves conforme o lote), vindas de vinhas antigas com média de 40 a 50 anos, plantadas entre as décadas de 1950 e 2014. Cada edição não-safrada combina cerca de 70% da colheita-base mais recente com aproximadamente 30% de uma reserva perpétua (solera) iniciada em 1986, o que confere profundidade e consistência de safra para safra. É considerada a cuvée mais tensa e mineral do portfólio, contrastando com bottlings de grand cru como o Roc Solare, de Cramant, mais generoso e floral.
Vale saber
- Cuis é um vilarejo pouco badalado da Côte des Blancs, com encostas voltadas majoritariamente para o norte, historicamente usado para dar acidez a blends — Adrien Dhondt inverteu essa lógica ao engarrafar Cuis puro e sem dosagem alta.
- A reserva perpétua remonta a 1986, ano da fundação da casa, então cada garrafa carrega uma fração mínima de vinhos com quase quatro décadas de idade.
- Não é necessário decantar, mas abrir a garrafa 15-20 minutos antes e servir em taça tipo tulipa (não flute) ajuda a expressar os aromas de fermentação em madeira.
- A dosagem costuma variar entre menos de 1 g/L e cerca de 2,5 g/L conforme a partida/disgorgement, então vale checar o contra-rótulo da garrafa específica para saber a base de safra e a data de degorgement.
- Guarda referências com Chardonnays vinosos e trabalhados em carvalho como os de Anselme Selosse ou Jacques Selosse, mas com um perfil mais salino e reto, característico do solo de Cuis.
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