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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Olivier Rivière Vinos

Losares 2018

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Olivier Rivière Vinos
Safra
2018
Uva
cerca de 90-95% Tempranillo, complementado por Graciano, Mazuelo e pequenas frações de outras castas tintas e brancas tradicionais do vinhedo
País
Espanha
Categoria
tinto

Uva

cerca de 90-95% Tempranillo, complementado por Graciano, Mazuelo e pequenas frações de outras castas tintas e brancas tradicionais do vinhedo

Tipo

tinto

Região

Rioja Alavesa, no município de Navaridas — DOCa Rioja

País

Espanha

Como é este vinho

É um tinto sóbrio e mineral, que abre com notas de grafite, terra molhada, amora silvestre e ameixa preta, pontuadas por violeta seca e ervas finas. Na boca a entrada é precisa, com tanino polido mas presente e uma acidez vertical que dá tensão ao vinho sem pesar. A madeira aparece discreta, quase escondida, deixando o solo arenoso-calcário de Navaridas falar mais alto que o carvalho. O final é seco, longo, com leve amargor nobre e um toque salino que convida a mais um gole antes de julgar.

Com o que combina

Combina bem com cordeiro assado com alecrim e alho, costela de porco ibérico cozida lentamente, queijo Manchego curado de 12 meses, cogumelos silvestres salteados na manteiga e arroz de pato com cogumelos secos — pratos que pedem acidez viva e tanino fino sem excesso de gordura.

Sobre o vinho e o produtor

Olivier Rivière é um enólogo francês nascido em Cognac, formado em Bordeaux e amadurecido em passagens por casas como Domaine Leroy na Borgonha, que chegou à Rioja em 2004 a convite de Telmo Rodríguez para converter vinhedos à biodinâmica e acabou construindo o próprio projeto em Logroño a partir de 2006. Losares é considerado por ele seu vinho mais pessoal, uma espécie de 'Grand Cru' dentro da hierarquia borgonhesa que aplica aos próprios rótulos riojanos, nascido de um vinhedo plantado em 1930 em Navaridas, a cerca de 500-700 metros de altitude, sobre solos de arenito decomposto e calcário. A safra 2018 mantém o perfil de baixíssima intervenção da casa — vindima manual, desengace total, fermentação espontânea em cimento e passagem por carvalho francês sem buscar protagonismo da madeira —, resultando num Rioja atípico, mais próximo em espírito de um Borgonha de vinhedo único do que dos Crianza e Reserva clássicos da região.

Corpomedio
Graduação14% (aprox.)
Amadurecimentofermentação em cubas de cimento com leveduras indígenas, seguida de cerca de 12 meses em barricas de carvalho francês de 500 litros, com uso mínimo de enxofre no engarrafamento
Servir a16-18°C
Guardade 2024 a 2036, aproximadamente — a acidez viva e os taninos finos sustentam guarda de médio a longo prazo
ClassificaçãoDOCa Rioja — vinho de vinhedo único, fora da escala tradicional Crianza/Reserva/Gran Reserva

Vale saber

  • A produção de Losares é extremamente limitada — relatos de importadoras indicam algo em torno de 600 garrafas para certas safras, o que aproxima o rótulo do conceito de vinho de garagem dentro da Rioja.
  • Rivière vendeu suas parcelas em Álava após a safra de 2020, então rótulos como Losares até 2020 vêm do vinhedo histórico original de Navaridas — a garrafa de 2018 é, portanto, testemunha de uma fase que já não se repete exatamente da mesma forma.
  • O produtor não usa a escala tradicional Joven/Crianza/Reserva/Gran Reserva; ele classifica os vinhos por terroir, à moda borgonhesa, e Losares ocupa o topo dessa hierarquia pessoal.
  • Pela reduzida intervenção e uso mínimo de sulfuroso, vale decantar por 30 a 60 minutos antes de servir para que o vinho abra e a nota redutiva inicial se dissipe.
  • Quem gosta de Pinot Noir de vilarejo da Borgonha por causa da leveza aromática e da acidez viva tende a reconhecer um parentesco de estilo aqui, mesmo com Tempranillo como base.

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