Olivier Rivière Vinos
Losares 2019
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- Produtor
- Olivier Rivière Vinos
- Safra
- 2019
- Uva
- 90% Tempranillo, 10% Graciano, Mazuelo, Garnacha e Viura (uvas tintas e brancas cultivadas em conjunto no mesmo vinhedo centenário)
- País
- Espanha
- Categoria
- tinto
Uva
90% Tempranillo, 10% Graciano, Mazuelo, Garnacha e Viura (uvas tintas e brancas cultivadas em conjunto no mesmo vinhedo centenário)
Tipo
tinto
Região
Rioja Alavesa (DOCa Rioja), vinhedo em Navaridas
País
Espanha
Como é este vinho
O nariz traz grafite, terra molhada, amora silvestre e ameixa preta, com toques de violeta seca e ervas finas que lembram mais a Borgonha do que a Rioja clássica. Na boca é preciso e vertical, com acidez viva sustentando taninos finos e ligeiramente calcários, presentes mas polidos, sem a doçura de fruta cozida típica de Riojas mais tradicionais. O corpo é médio para encorpado, a madeira aparece apenas como pano de fundo discreto, deixando o solo arenoso-calcário falar mais alto. O final é seco, longo, com leve amargor mineral e um toque salino que convida ao silêncio antes do próximo gole.
Com o que combina
Cordeiro assado com alecrim e batatas ao murro, costela de vaca velha grelhada na brasa, cogumelos porcini salteados com manteiga e tomilho, queijo Manchego curado por mais de 12 meses ou um queijo de cabra semicurado da própria Rioja Alavesa.
Sobre o vinho e o produtor
Olivier Rivière é um enólogo francês nascido em Cognac, formado em Bordeaux e passado pela Borgonha, que chegou à Rioja Alavesa em 2004 a convite de Telmo Rodríguez e fundou sua própria bodega em Logroño em 2006. Losares nasce de um único vinhedo plantado em 1930 na vila de Navaridas, a cerca de 500 metros de altitude, sobre um mosaico de arenito decomposto e argila calcária, onde convivem, na velha usança riojana, castas tintas e brancas plantadas juntas. É o rótulo mais pessoal e ambicioso do produtor, que o classifica informalmente como seu "Grand Cru" dentro de uma hierarquia de vinhos inspirada no sistema borgonhês em vez da tradicional escala de crianza/reserva/gran reserva. Na safra de 2019, Rivière relatou ter esperado mais para colher, com menos extração e menos pisa dos cachos do que em anos anteriores, resultando em taninos particularmente finos e calcários e um perfil floral, vibrante e ainda jovem, com boa perspectiva de evolução em garrafa.
Vale saber
- Vale decantar de 1 a 2 horas antes de servir: é um vinho ainda jovem em 2026, com taninos presentes que se abrem com aeração, revelando melhor as notas florais e minerais.
- A safra 2019 é considerada equilibrada em Rioja, com maturação fenólica completa e acidez preservada por conta de uma colheita mais tardia adotada pelo próprio produtor a partir desse ano, o que resultou em taninos mais finos que em vintages anteriores do mesmo rótulo.
- O perfil sensorial - grafite, fruta escura, floral discreto e acidez vertical - aproxima este Rioja de um Pinot Noir ou Gamay de vinhas velhas da Borgonha muito mais do que de um Rioja Reserva clássico de Tempranillo maduro e baunilhado.
- As vinhas de Navaridas têm cerca de 90 anos, plantadas em 1930 no sistema tradicional de campo misto, o que explica a pequena fração de Garnacha e Viura dentro do corte majoritariamente Tempranillo.
- Há divergência entre fontes sobre o tempo exato de barrica (algumas citam 12 meses em demi-muids seguidos de foudre, outras apenas 17 meses só em demi-muids), então trate o tempo total de madeira como aproximado.
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