Luciano Sandrone
Dolcetto d'Alba DOC 2022
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- Produtor
- Luciano Sandrone
- Safra
- 2022
- Uva
- 100% Dolcetto
- País
- Itália
- Categoria
- tinto
Uva
100% Dolcetto
Tipo
tinto
Região
Piemonte (Langhe – Barolo, Novello e Monforte d'Alba)
País
Itália
Como é este vinho
Na taça mostra um rubi vivo e compacto, com reflexos violáceos que denunciam a juventude do vinho. O nariz é frutado e generoso, com ameixa, amora e cereja marasca, envolto por notas especiadas discretas que, com a aeração, ganham um toque de canela. Na boca é macio e quase voluptuoso, com estrutura surpreendente para um Dolcetto e taninos maduros que dão sensação de volume e densidade sem pesar. A acidez presente traz frescor e equilibra o corpo médio, e o final termina com uma nota suave de amêndoa que convida ao próximo gole. É um tinto de fruta franca, sem madeira aparente, feito para brilhar pela pureza varietal.
Com o que combina
Vai bem com salame de Cuneo e outros embutidos piemonteses, com tajarin ao ragù de vitela, agnolotti del plin com manteiga e sálvia, vitello tonnato, pizza margherita e queijos frescos ou semicurados como a Toma Piemontese; também funciona como vinho de aperitivo, do jeito que é servido nas trattorias de Alba antes do prato principal.
Sobre o vinho e o produtor
A Luciano Sandrone é uma das casas mais respeitadas de Barolo, fundada em 1978 pelo próprio Luciano junto com o irmão Luca, a partir de uma pequena parcela em Cannubi Boschis, e hoje conduzida pela filha Barbara e pelos netos Alessia e Stefano. O Dolcetto d'Alba é o rótulo de entrada da casa, mas nasce de um cuidado pouco comum para a categoria: uvas vêm de onze parcelas espalhadas por Barolo (Rivassi e Crosia), Novello (Cascina Pe Mol, Ravera e Rocche di San Nicola) e Monforte d'Alba (Castelletto), em altitudes de 350 a 400 metros sobre solos calcários brancos normalmente reservados ao Nebbiolo. A vinificação é espontânea, com leveduras nativas, maceração curta e quente sob CO2, fermentação em tanques abertos de aço e nenhuma passagem por madeira, buscando preservar a fruta em estado puro. A safra 2022 foi marcada por um verão quente e seco no Piemonte, com colheita antecipada, o que resultou em um vinho de fruta concentrada e taninos maduros, mantendo a frescura característica do estilo Sandrone.
Vale saber
- As parcelas de Dolcetto da Sandrone ficam nas mesmas altitudes e solos calcários normalmente usados para Nebbiolo em Barolo, o que é incomum para a casta e explica a estrutura acima da média do vinho.
- Diferente da linha de Barolo da casa, que passa por tonéis de 500 litros, o Dolcetto não vê madeira nenhuma — a intenção é entregar fruta pura e imediata, sem nenhum verniz de baunilha ou especiaria de carvalho.
- 2022 foi uma safra quente e de colheita antecipada no Piemonte; isso tende a concentrar açúcar e fruta, e a resenha da própria vinícola descreve o vinho como um reflexo fiel da força da safra.
- Não é um vinho para guardar: é pensado para ser bebido jovem, dentro dos primeiros dois a quatro anos, quando a fruta e o frescor estão no auge.
- Vale decantar por 20 a 30 minutos antes de servir para suavizar uma leve redução inicial comum em vinhos vinificados sem madeira e engarrafados recentemente.
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