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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Pedro Parra y Familia

'Monk' Cinsault 2023

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Pedro Parra y Familia
Safra
2023
Uva
100% Cinsault
País
Chile
Categoria
tinto

Uva

100% Cinsault

Tipo

tinto

Região

Vale do Itata (Guarilihue Alto, setor Tinajacura)

País

Chile

Como é este vinho

Cor rubi translúcido, quase de aparência delicada, que não antecipa a intensidade que vem a seguir. No nariz aparecem frutas vermelhas frescas como cereja e amora, flores secas, especiarias como canela e pimenta-do-reino, e um fundo terroso e granítico que lembra pedra molhada. Na boca é vibrante, com acidez alta e taninos finos, quase sedosos, que dão estrutura sem pesar; o corpo é leve a médio, mas a concentração de sabor é surpreendente para o volume que ocupa na boca. O final é longo, salino e mineral, com uma sensação quase pulverulenta, convidando ao próximo gole.

Com o que combina

Combina muito bem com peito de pato grelhado, espetinhos de cordeiro temperados com ervas, risoto de cogumelos silvestres (funghi ou porcini) e pratos de porco assado com molho levemente adocicado. Também harmoniza com queijos de meia cura como um manchego jovem ou um coalho grelhado, e com um clássico pot-au-feu ou um cozido de carnes magras, já que a acidez e os taninos finos limpam bem a boca.

Sobre o vinho e o produtor

Pedro Parra y Familia é o projeto pessoal de Pedro Parra, doutor em terroir por Paris e um dos consultores de solo mais respeitados do mundo, que em 2011 decidiu, ao lado da esposa Camila, aplicar em casa toda a experiência acumulada em vinhedos de granito do Vale do Itata, no sul do Chile. O 'Monk' é um dos rótulos de single vineyard da casa, batizado em homenagem ao pianista de jazz Thelonious Monk, e vem de uma pequena parcela própria em Guarilihue Alto, no setor conhecido como Tinajacura, plantada por volta de 1983 e cultivada organicamente sem certificação formal. São menos de meio hectare e cerca de 2.700 videiras enraizadas em solos de areia sílica-ferruginosa, que conferem ao vinho um caráter mais fechado e mineral em comparação com outros crus da casa. A safra 2023 segue a filosofia de intervenção mínima que caracteriza Pedro Parra, resultando em um vinho direto, detalhado, com fruta vermelha e escura, notas florais e especiarias sobre uma espinha dorsal granítica salgada.

Corpomedio
Graduação13% a 13,5% (estimado por safra e histórico do rótulo; não confirmado com precisão para 2023)
AmadurecimentoFermentação com leveduras nativas e uso de cacho inteiro (na filosofia da casa, 100% para a Cinsault), em cuba de concreto, com maceração pós-fermentativa longa típica dos crus (entre 45 e 65 dias); amadurecimento em tonéis ou foudres de carvalho neutro por cerca de 11 meses antes do engarrafamento, sem filtragem agressiva, preservando textura e frescor.
Servir a14-16 °C, servido levemente resfriado para realçar a frescor e a mineralidade
GuardaPode ser bebido já no lançamento, mas ganha com mais 1 a 2 anos de garrafa; janela confortável de consumo entre 2025 e 2033.
ClassificaçãoCru (vinhedo único) dentro da hierarquia interna da casa, organizada à moda borgonhesa entre Village e Grand Cru

Vale saber

  • O vinhedo do Monk é uma propriedade própria da família (diferente de outros rótulos que vêm de parcelas arrendadas), o que dá a Pedro Parra controle total sobre manejo e colheita, refletido na consistência estilística do rótulo ao longo das safras.
  • Vintages anteriores do Monk (2017, 2021) tiveram produção extremamente limitada, entre 1.000 e 1.700 garrafas; é razoável esperar volume semelhante para 2023, o que reforça o caráter de edição pequena e exclusiva.
  • Apesar do corpo leve a médio, críticos internacionais historicamente descrevem o Monk como o mais estruturado e muscular entre os crus de Cinsault da casa, por isso vale decantar cerca de 30 a 60 minutos antes de servir, especialmente em safras mais jovens.
  • O nome remete ao jazzista Thelonious Monk, descrito pelo próprio Pedro Parra como 'complexo e inovador', um paralelo direto ao estilo do vinho: aparentemente simples à primeira vista, mas com camadas que se revelam aos poucos na taça.
  • A comparação mais recorrente entre sommeliers é com Cinsaults do sul da França ou até com certos Gamays e Pinot Noirs de textura fina, mas a mineralidade granítica do Itata dá ao Monk uma identidade própria, sem equivalente direto em outras regiões.

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