Luís Seabra Vinhos
Mono C Castelão 2021
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- Produtor
- Luís Seabra Vinhos
- Safra
- 2021
- Uva
- 100% Castelão
- País
- Portugal
- Categoria
- tinto
Uva
100% Castelão
Tipo
tinto
Região
Douro (sub-região Baixa Corgo)
País
Portugal
Como é este vinho
É um tinto de cor vermelho-violeta vibrante, com aromas florais intensos que se misturam a frutas vermelhas e azuis frescas — cereja, ameixa e um toque de amora — sobre um fundo mineral que remete ao xisto amarelo da vinha. Na boca chega com boa acidez, quase picante, que dá vivacidade ao gole sem parecer verde. O corpo é médio, os taninos são macios e bem integrados, resultado do perfil mais dócil do Castelão frente às castas tradicionais do Douro, e o final é longo, salino e floral, sem pesar no álcool ou na madeira. É um vinho jovem, energético, pensado para tomar com gula e não para guardar décadas na garrafa.
Com o que combina
Combina bem com porco na brasa ou lombo assado com ervas, com charcutaria portuguesa como chouriço e presunto de porco preto, e com aves grelhadas como frango piri-piri ou pato assado. Funciona também com queijos de cabra curados e com pratos de grão-de-bico e legumes assados no forno, aproveitando a acidez do vinho para cortar a gordura sem precisar de taninos pesados.
Sobre o vinho e o produtor
Luís Seabra é um dos nomes centrais da nova geração de vinhos portugueses, formado em estudos de solo e conhecido por uma década à frente da enologia da Niepoort antes de montar seu próprio projeto em 2013, dedicado a vinhos frescos e transparentes ao terroir, no polo oposto do Douro encorpado tradicional. O Mono C nasce de uma única vinha plantada em 1993 sobre xisto amarelo, entre 450 e 475 metros de altitude, na Baixa Corgo, a sub-região mais baixa e menos badalada do Douro, com grandes amplitudes térmicas entre dia e noite. A escolha do Castelão é rara para a região — é uma casta associada à Península de Setúbal e ao sul de Portugal, raramente vista em vinhas durienses — e faz parte da série monovarietal de Seabra, que também inclui rótulos como o Mono A, dedicados a explorar castas específicas fora do lugar-comum. Na safra 2021, o resultado foi descrito pela crítica especializada como perfumado, floral e com acidez picante, um vinho maduro e cheio mas ainda equilibrado.
Vale saber
- O Castelão é praticamente uma raridade em vinha duriense — a variedade domina no sul de Portugal, sobretudo em Setúbal e na região de Lisboa, e essa vinha específica de 1993 é citada como a única de expressão relevante plantada com essa casta no Douro.
- Não é necessário decantar por longas horas: por ser um vinho fermentado em cachos inteiros e com maceração curta, ele já se apresenta aberto e perfumado ao abrir, mas um breve arejamento de 20 a 30 minutos ajuda a destacar a camada floral.
- A safra 2021 recebeu boas notas da crítica internacional (pontuações na casa dos 93 pontos por publicações como Wine Advocate e James Suckling), sendo considerada uma das edições mais completas da série Mono C até aqui.
- O estilo lembra mais um tinto de Vinho Verde tinto envelhecido ou um Cru Beaujolais do que o Douro clássico: leve toque especiarado, taninos discretos e acidez em primeiro plano, em vez de concentração e potência alcoólica.
- Vale lembrar que esse rótulo é produzido em escala muito pequena, de uma parcela única, o que o torna um vinho de tiragem limitada e mais difícil de encontrar fora do mercado especializado.
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