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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Luís Seabra Vinhos

Mono C Castelão 2022

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Preço publicado na abertura

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Produtor
Luís Seabra Vinhos
Safra
2022
Uva
100% Castelão
País
Portugal
Categoria
tinto

Uva

100% Castelão

Tipo

tinto

Região

Douro (sub-região da Baixa Corgo)

País

Portugal

Como é este vinho

Cor violeta vibrante e brilhante, incomum para um tinto do Douro. No nariz aparecem frutas vermelhas e azuis frescas, floral discreto e uma nota mineral de xisto bem marcada, típica do terroir. Na boca a acidez é viva e um pouco picante, os taninos são macios e finos — mais próximos do perfil sedoso do Castelão do sul de Portugal do que da estrutura tânica agressiva comum nos tintos durienses. O corpo é médio, a textura é leve e o final é fresco, sem excesso de álcool ou peso, coerente com a filosofia de colheita antecipada de Seabra.

Com o que combina

Charcutaria portuguesa como presunto e chouriço curado, costelinha de porco grelhada na brasa, frango assado com ervas e limão, e queijos de cabra curados combinam bem com a acidez viva e os taninos macios deste tinto leve.

Sobre o vinho e o produtor

Luís Seabra é um dos nomes centrais da nova geração de vinhos portugueses, formado em estudos de solo e conhecido pelos anos à frente da enologia da Niepoort antes de montar seu próprio projeto em 2013, hoje trabalhando parcelas de vinha velha no Douro, Vinho Verde e Dão com baixa intervenção. O Mono C é parte da série monovarietal de Seabra, que também inclui o Mono A, dedicada a mostrar castas isoladas de forma transparente ao invés dos cortes tradicionais da região. Castelão é uma casta rara no Douro — mais associada à Península de Setúbal e ao sul de Portugal — mas está autorizada e aqui vem de uma única vinha plantada em 1993, a cerca de 450-475 metros de altitude, em solo de xisto amarelo na Baixa Corgo. Na vinificação, o vinho passa por fermentação em cachos inteiros com leveduras indígenas, pisa a pé e maceração a frio de um mês, seguido de estágio em inox, sem madeira, resultando em um tinto de perfil mais aberto, macio e menos alcoólico do que o Castelão costuma mostrar em suas regiões de origem. A safra 2022 recebeu nota 92+ da Wine Advocate, mantendo a linha de reconhecimento crítico consistente das safras anteriores do rótulo.

Corpomedio
Graduação12,5% (estimado, não confirmado em fonte oficial)
AmadurecimentoFermentação em cachos inteiros com leveduras indígenas, pisa a pé, maceração a frio de cerca de um mês e estágio em inox, sem passagem por madeira
Servir a14-16 °C
Guardade 2025 a 2032, aproximadamente 3 a 10 anos após a safra
ClassificaçãoVinho de mesa (fora do enquadramento varietal da DOC Douro)

Vale saber

  • Castelão é uma raridade no Douro: é a casta mais plantada no sul de Portugal (Setúbal, Palmela), e vê-la vinificada isoladamente nesta região é quase uma provocação estilística de Seabra contra o estereótipo do Douro encorpado.
  • A vinificação por pisa a pé e fermentação em cachos inteiros com leveduras nativas, sem qualquer madeira, é o que garante a cor vibrante, os taninos macios e a ausência de notas tostadas — um contraste direto com os tintos clássicos de Porto e Douro.
  • A vinha de origem, plantada em 1993 e situada na Baixa Corgo (a sub-região historicamente considerada 'menor' do Douro), mostra como Seabra valoriza microterroirs pouco celebrados em vez de perseguir prestígio de sub-região.
  • Não é necessário decantar: a acidez viva e os taninos discretos já tornam o vinho pronto para beber logo após a abertura, embora 20-30 minutos de oxigenação ajudem a destacar a nota floral.
  • Vale compará-lo a um cru de Beaujolais ou a um Poulsard do Jura pela leveza e frescor, mas com a assinatura mineral de xisto que só o Douro entrega — uma ponte entre dois mundos enológicos distintos.

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