Quinta do Paraíso
Vinha do Esteves 2021
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- Produtor
- Quinta do Paraíso
- Safra
- 2021
- Uva
- 100% Castelão
- País
- Portugal
- Categoria
- tinto
Uva
100% Castelão
Tipo
tinto
Região
Península de Setúbal (Serra da Arrábida)
País
Portugal
Como é este vinho
Um tinto de cor rubi vibrante e translúcida, que já no copo denuncia a leveza buscada pelo enólogo. O nariz traz frutas vermelhas frescas como cereja e framboesa, com notas florais e um toque de especiarias suaves típicas da maceração semicarbônica. Na boca é leve a médio, com acidez viva, taninos macios e sedosos, e uma textura quase crocante que lembra os tintos da Borgonha e do Beaujolais. O final é fresco, salino, com uma leve nota terrosa que remete ao solo argilo-calcário da parcela onde nasce a uva Castelão desde 1997.
Com o que combina
Combina muito bem com peixes grelhados como robalo ou dourada, presunto ibérico fatiado fino, queijos de cabra frescos, risoto de cogumelos silvestres e frango assado com ervas da Serra da Arrábida. Também harmoniza com bacalhau à lagareiro, prato tradicional da região de Setúbal que dialoga com a frescura e leveza deste tinto.
Sobre o vinho e o produtor
A Quinta do Paraíso é um projeto vitícola instalado dentro do Parque Natural da Serra da Arrábida, criado pelo empresário brasileiro Beto Sicupira com a missão de resgatar castas locais quase extintas, como o Bastardo. A enologia está a cargo de Pedro Marques, que aplica uma filosofia de mínima intervenção na vinha e busca nos tintos uma leveza e frescor de inspiração borgonhesa e beaujolaise. O Vinha do Esteves nasce de uma parcela de Castelão plantada em 1997 sobre solo argilo-calcário, uma das quatro vinhas nomeadas que dão nome aos tintos da casa. A safra 2021 integra uma produção total extremamente reduzida da quinta, de cerca de 8.000 garrafas, com meta futura de 25.000 por ano.
Vale saber
- Não é necessário decantar: a maceração semicarbônica e o estágio curto em carvalho resultam em um vinho pronto para beber, com taninos já integrados e frescor imediato.
- O Castelão aqui foge do perfil rústico e tânico mais comum na região de Setúbal, aproximando-se estilisticamente de um Beaujolais ou de um Pinot Noir leve, graças à técnica de vinificação escolhida por Pedro Marques.
- Existe uma versão mais concentrada da mesma parcela, chamada Vinha Velha do Esteves, proveniente de videiras plantadas em 1960, que serve de contraponto mais estruturado a este rótulo mais jovem e leve.
- A vinha de 1997 é considerada 'jovem' dentro do portfólio da Quinta do Paraíso, que também trabalha parcelas centenárias, o que explica o perfil mais frutado e menos rústico do Esteves em comparação a outros tintos da casa.
- A produção da safra 2021 foi extremamente limitada, refletindo tanto o estágio inicial do projeto quanto a filosofia de baixa intervenção, que prioriza qualidade e autenticidade sobre volume.
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