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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Quinta do Paraíso

Vinha Velha do Esteves 2021

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Quinta do Paraíso
Safra
2021
Uva
100% Castelão
País
Portugal
Categoria
tinto

Uva

100% Castelão

Tipo

tinto

Região

Península de Setúbal (Serra da Arrábida)

País

Portugal

Como é este vinho

Cor rubi translúcida, quase de Pinot Noir, condizente com a maceração semicarbônica curta em cimento. No nariz, fruta vermelha fresca (framboesa, cereja ácida), notas florais e um leve toque terroso vindo do solo argilo-calcário, sem excesso de madeira apesar da passagem por carvalho alemão e austríaco. Na boca é um tinto leve, de corpo esguio, acidez vibrante e taninos macios, quase sedosos, herança direta da vinha plantada em 1960 e da filosofia de mínima intervenção de Pedro Marques. O final é curto a médio, fresco e digestível, com aquele caráter que lembra mais um Beaujolais ou um Borgonha simples do que o Castelão musculoso de outras regiões.

Com o que combina

Peixe grelhado com molho de tomate e coentros, choco frito à moda de Setúbal, queijo de Azeitão amanteigado, presunto ibérico fatiado fino, e pratos frios de verão como salada de polvo com batata e cebola roxa.

Sobre o vinho e o produtor

A Quinta do Paraíso é um projeto instalado dentro do Parque Natural da Serra da Arrábida, idealizado pelo empresário brasileiro Beto Sicupira com a missão de resgatar castas locais quase esquecidas, sobretudo o Bastardo, embora o Castelão continue sendo a espinha dorsal da produção. O enólogo Pedro Marques, vindo da Vale da Capucha, aplica ali uma filosofia de mínima intervenção, sem químicos na vinha e com animais em pastoreio livre entre as videiras. O Vinha Velha do Esteves nasce de uma parcela de Castelão plantada em 1960 sobre solo argilo-calcário, uma das vinhas mais antigas geridas pela quinta, o que confere ao vinho maior concentração e complexidade frente ao irmão mais jovem, o Vinha do Esteves. A safra 2021 integra uma produção total da quinta de apenas 8.000 garrafas, reforçando o caráter artesanal e de tiragem limitada do projeto.

Corpoleve
Graduação13,5%
AmadurecimentoFermentação com leveduras indígenas e maceração semicarbônica em cubas de cimento por 10 a 15 dias, seguida de estágio em barricas de carvalho alemão e austríaco
Servir a14-16 °C
Guardade 2023 a 2031, com pico de expressão entre 3 e 6 anos após a colheita
ClassificaçãoVinho Regional Península de Setúbal

Vale saber

  • Não é necessário decantar: a maceração semicarbônica curta produz um tinto de taninos discretos, pronto para beber assim que aberto, embora respire bem em 20 a 30 minutos.
  • A vinha de onde vem este rótulo foi plantada em 1960, mais de 60 anos antes da colheita 2021, o que já garante raízes profundas e maior equilíbrio natural mesmo sem intervenção agressiva na adega.
  • O estilo lembra propositalmente um Beaujolais Cru ou um Borgonha de entrada, algo raro para o Castelão, uva historicamente associada a vinhos mais robustos e tânicos na região de Setúbal.
  • A garrafa é servida ligeiramente mais fresca que um tinto convencional, entre 14 e 16 °C, justamente para realçar a fruta vermelha e a acidez que são a marca registrada do projeto.
  • Com apenas 8.000 garrafas na safra 2021 frente a uma meta futura de 25.000 por ano, este é um rótulo de produção ainda bastante restrita, o que também explica sua presença discreta no mercado.

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