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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Celler Família Nin-Ortiz

Nit de Nin Mas d'en Caçador Velles Vinyes Vi de Paratge 2022

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Celler Família Nin-Ortiz
Safra
2022
Uva
66% garnatxa e garnatxa peluda, 31% carinyena e 3% de castas brancas plantadas no meio do
País
Espanha
Categoria
tinto

Uva

66% garnatxa e garnatxa peluda, 31% carinyena e 3% de castas brancas plantadas no meio do

Tipo

tinto

Região

Priorat

País

Espanha

Como é este vinho

O contraste com os Priorats de encosta sul aparece já no aroma: violeta, cereja azeda, groselha, casca de laranja sanguínea, tomilho e uma nota fumada de pederneira que a face norte a 650 metros conserva. Na boca é etéreo mais que potente, com corpo médio-cheio, entrada delicada e taninos de engaço muito finos que se estendem em fio até o final, sustentados por acidez cristalina que faz o vinho parecer mais leve do que os 13,55% sugerem. Os 3% de castas brancas colhidas junto no cacho misto abrem o perfume e alongam a boca sem clarear a cor. Termina longo, ferroso e salino, com sabor de llicorella molhada e um retorno floral que reaparece minutos depois do gole.

Com o que combina

Pato assado com laranja amarga e endívias, perdiz escabechada, lombo de cordeiro rosado com purê de aipo, arroz de cogumelos com trufa negra, atum grelhado com pimenta preta e um queijo de ovelha de meia cura como o Roncal.

Sobre o vinho e o produtor

Foi o primeiro vinho da casa, e sua história é também uma lição de cartografia do Priorat: entre 2003 e 2009 o rótulo Mas d'en Caçador vinha na verdade de uma parcela do paratge La Rodeda, chamada por todos, de forma equivocada, de Mas d'en Caçador de baix. Em 2010 o celler arrendou a parcela verdadeira, na mesma montanha porém a 650 metros, com o mesmo solo e a mesma orientação, e até 2016 misturou as duas na mesma cuvée; a partir de 2017 separou os vinhos por paratge, e em 2021 comprou definitivamente a vinha, hoje com 128 anos. É uma face norte de altitude, o que no Priorat significa maturação lenta e álcool contido, e explica os 13,55% de um vinho que noutro coster passaria fácil de 15%. A safra 2020 desta mesma parcela recebeu 100 pontos Parker, o maior reconhecimento já dado a um vinho da casa, e a 2022, quente e seca, rendeu apenas 6,28 hectolitros por hectare e 2.800 garrafas. A vinificação é a de sempre: cacho inteiro com engaço, quatro semanas de maceração em fudres de 3.200 litros, leveduras próprias, enxofre mínimo e nenhuma barrica nova para atrapalhar a leitura do lugar.

Corpoencorpado
Graduação13,55% vol.
AmadurecimentoMaceração de quatro semanas em fudres de 3.200 litros com leveduras autóctones e cacho inteiro com engaço, seguida de dezessete meses de criação em barricas de 225, 300 e 600 litros. Colheita em 8 de setembro de 2022, com rendimento de 6,28 hectolitros por hectare. Engarrafado em abril de 2024, em 2.800 garrafas de 750 ml, com 53 mg/L de SO2 total, pH 3,4 e acidez total de 4,28 g/L.
Servir a16-18 °C
GuardaVinte e cinco anos. Já é bebível agora, vibrante e jovem como a própria casa recomenda, mas o desenho pede paciência: a janela mais interessante começa por volta de 2029 e deve estender-se até perto de 2045.
ClassificaçãoDOQ Priorat, vi de paratge Mas d'en Caçador, em Porrera; llicorella a 650 metros de altitude com exposição norte, orgânico certificado pelo CCPAE e biodinâmico reconhecido pela Renaissance des Appellations

Vale saber

  • Decante noventa minutos se for beber agora. É um vinho de arquitetura fina e enxofre baixo, que precisa de ar para se abrir, mas responde ainda melhor a mais alguns anos de garrafa.
  • Os 6,28 hectolitros por hectare de 2022 estão abaixo de um terço de um rendimento normal em Priorat. Nenhuma outra informação da ficha explica tão bem a intensidade de sabor com álcool tão contido.
  • Exposição norte a 650 metros é o dado que muda tudo: espere elegância e perfume, não potência. A referência mental está mais perto de um Barolo de La Morra ou de uma Côte-Rôtie fresca do que do Priorat clássico de encosta sul.
  • Detalhe útil em verticais e leilões: garrafas de 2003 a 2009 rotuladas Mas d'en Caçador são, de fato, La Rodeda. O erro histórico de nome de paratge só foi corrigido com a normativa Els Noms de la Terra, e o próprio celler o assume publicamente.
  • É a mesma parcela que fez 100 pontos Parker na safra 2020. Para o cliente que perdeu aquela safra, esta 2022 é a versão de ano quente da mesma vinha, com menos volume e mais tensão, em apenas 2.800 garrafas.

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