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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Celler Família Nin-Ortiz

Planetes Clàssic 2022

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Celler Família Nin-Ortiz
Safra
2022
Uva
45% garnatxa, 44% carinyena vinificada com engaço e 11% garnatxa peluda
País
Espanha
Categoria
tinto

Uva

45% garnatxa, 44% carinyena vinificada com engaço e 11% garnatxa peluda

Tipo

tinto

Região

Priorat

País

Espanha

Como é este vinho

Rubi médio e translúcido, já com um fio granada na borda. O nariz abre floral, de violeta e pétala seca, sobre framboesa e cereja azeda, e logo em seguida entrega a camada de especiaria que vem do engaço da carinyena: louro, cravo e pimenta-preta moída na hora. Na boca o corpo é médio e o desenho é vertical, com a acidez sustentando o meio de boca no lugar do peso alcoólico, e taninos de grão fino, secos, levemente empoeirados. O fundo é ferruginoso, quase de grafite e sangue, marca da licorella e da roca pigallada de Porrera. Termina longo e salgado, com retorno de flor e casca de laranja amarga, sem nenhuma doçura de madeira.

Com o que combina

Pede fogo lento e gordura discreta: cabrito assado ao forno com batatas e alecrim, fricandó de vitela com cogumelos, arroz de coelho com alcachofra, botifarra grelhada com feijão branco e queijo de cabra Garrotxa de meia cura. Funciona especialmente bem com calçots e molho romesco, cuja amêndoa tostada e pimentão seco conversam direto com a especiaria do engaço. Evite molhos adocicados e barbecue, que apagam a acidez e deixam o tanino áspero.

Sobre o vinho e o produtor

Planetes Clàssic é a leitura de conjunto que a Família Nin-Ortiz faz de Porrera: em vez de recortar uma única parcela, reúne garnatxa de 25 anos e carinyena de 16 anos plantadas em socalcos naturais a 450 metros, sobre licorella, roca pigallada e ferral. Na safra 2022 a colheita correu de 24 de agosto a 16 de setembro, com rendimento contido de 24,35 hectolitros por hectare, e a carinyena entrou com engaço, o que explica a especiaria e o tanino desenhado do vinho. A fermentação foi espontânea, com leveduras da própria adega, dentro de três fudres de carvalho francês de 3.200 litros, onde o vinho depois amadureceu 17 meses até o engarrafamento em abril de 2024. O uso exclusivo de recipientes grandes mantém a madeira como respiração e não como tempero: o que se prova é pedra e fruta, não barrica. Foram 12.588 garrafas de 750 ml e 200 magnums, a 13,59% de álcool e pH 3,3 — um Priorat de tensão, não de músculo.

Corpomédio
Graduação13,59%
Amadurecimento17 meses em fudres de carvalho francês Allier de 3.200 litros, os mesmos recipientes da fermentação espontânea; engarrafado em abril de 2024
Servir a15-17 °C
Guardade 2026 a 2032, com melhor janela entre 2027 e 2030; os magnums seguem bem até 2034
ClassificaçãoDOQ Priorat

Vale saber

  • Decante de 40 a 60 minutos. Criado em fudre grande e engarrafado só em abril de 2024, o vinho chega fechado no primeiro gole e abre em camadas florais depois de arejar.
  • A colheita começou em 24 de agosto, cedo até para Porrera, e ainda assim o vinho fechou em 13,59% com pH 3,3 — os 450 metros de altitude e o rendimento de 24,35 hl/ha seguraram a maturação em um ciclo quente.
  • Os 44% de carinyena vinificados com o engaço são a assinatura do rótulo. Quem acha Priorat pesado e alcoólico encontra aqui o contraexemplo: o desenho lembra mais um tinto do norte do Ródano, tipo Côte-Rôtie, do que o Priorat concentrado dos anos 1990.
  • Fudre Allier de 3.200 litros, e não barrica de 225, significa quase nenhuma baunilha ou tosta. Quem procura madeira doce vai estranhar; quem procura mineralidade vai reconhecer.
  • Com 5,2 g/l de acidez total e tanino de engaço ainda firme, ganha corpo aromático entre 2027 e 2030. Os 200 magnums são a versão para esperar mais tempo.

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