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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Tenute Rubino

'Punta Aquila' Primitivo IGT Salento 2020

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Tenute Rubino
Safra
2020
Uva
100% Primitivo
País
Itália
Categoria
tinto

Uva

100% Primitivo

Tipo

tinto

Região

Puglia (Brindisi, Salento) — uvas da tenuta Uggìo-Punta Aquila

País

Itália

Como é este vinho

Na taça mostra um rubi brilhante com reflexos que tendem ao granatado e a levemente tijolo na borda, sinal de uma evolução já em curso. O nariz é intenso e maduro, com ameixa madura, geleia de amora, mirtilo e groselha, pontuado por notas de gengibre, pimenta preta, tabaco e um leve toque de alcaçuz. Na boca é encorpado e envolvente, com taninos presentes e ligeiramente secantes que dão estrutura sem pesar, acidez que sustenta o frescor apesar do calor do Salento, e final longo, especiado e levemente terroso. É um Primitivo de perfil generoso, mais próximo do estilo potente e frutado da uva do que de versões mais austeras.

Com o que combina

Combina muito bem com pratos de caça e carnes de cozimento longo, como ragù de javali com pappardelle, ensopado de porco, rolinhos de tripa recheados ou espetinho de carne bovina com toucinho. Funciona também com queijos de média e longa maturação, como um pecorino curado ou um provolone picante, e com massas robustas ao molho de carne, como orecchiette com ragù de cordeiro.

Sobre o vinho e o produtor

A Tenute Rubino é uma vinícola familiar de Brindisi, no coração do Salento, fundada no início dos anos 1980 por Tommaso Rubino e hoje conduzida pelo filho Luigi ao lado da esposa Romina, com forte foco em castas autóctones da Puglia. O Punta Aquila nasce inteiramente das uvas Primitivo cultivadas na tenuta Uggìo-Punta Aquila, uma propriedade a cerca de 100 metros de altitude com solos de média textura e videiras conduzidas em cordão esporonado, colhidas manualmente nos primeiros dias de setembro. É um rótulo de entrada dentro do portfólio de Primitivos da casa — mais acessível e imediato que os crus de guarda mais longa —, mas que ainda assim recebe uma breve passagem por madeira para ganhar camadas aromáticas sem perder a bebibilidade característica da uva. A safra 2020 foi avaliada com 90 pontos pela Falstaff, reforçando o perfil consistente do rótulo.

Corpoencorpado
Graduação13,5% (estimado; faixa típica do rótulo, não confirmado com precisão para a safra 2020)
Amadurecimento5 meses em aço inox, seguidos de 4 meses em tinos tronco-cônicos de carvalho francês de 40 hl e um estágio final de 4 a 6 meses em garrafa antes do lançamento
Servir a16-18°C
Guardapode ser bebido já no lançamento, mas evolui bem entre 2 e 6 anos após a colheita — para a safra 2020, janela ideal aproximada até 2027/2028
ClassificaçãoIGT Salento

Vale saber

  • Vale decantar por cerca de 30 minutos antes de servir: isso suaviza os taninos mais firmes e abre as notas especiadas de pimenta preta e alcaçuz percebidas pela crítica na safra 2020.
  • 2020 foi um ano quente no Salento, o que tende a produzir Primitivos com fruta mais madura e concentrada — coerente com as notas de ameixa e geleia de amora relatadas para esta safra.
  • O Primitivo é geneticamente o mesmo clone da Zinfandel californiana, então quem gosta de um Zinfandel frutado e encorpado encontra aqui um paralelo direto, porém com um toque mais terroso e mediterrâneo.
  • A passagem breve por tinos de carvalho francês (não barrique tradicional) é uma escolha deliberada da casa para adicionar complexidade sem mascarar o caráter frutado típico da uva.
  • É um vinho pensado para consumo em prazo médio, não para guarda longa como os crus de linha alta da vinícola (Visellio, Torre Testa), que passam por seleção de safra e envelhecimento mais extenso.

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