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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Quinta do Fojo

Quinta do Fojo 2017

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Quinta do Fojo
Safra
2017
Uva
Tinta Roriz (predominante), Tinta Barroca, Tinta Cão, com Touriga Franca e Touriga Nacional em menor proporção — field blend de vinha com cerca de 30 anos, plantada em 1986
País
Portugal
Categoria
tinto

Uva

Tinta Roriz (predominante), Tinta Barroca, Tinta Cão, com Touriga Franca e Touriga Nacional em menor proporção — field blend de vinha com cerca de 30 anos, plantada em 1986

Tipo

tinto

Região

Douro (Cima Corgo, vale do Pinhão, concelho de Alijó)

País

Portugal

Como é este vinho

Na taça aparece com cor vermelho-acastanhada, com nuances que já denunciam alguma evolução mesmo em vinho relativamente jovem. O nariz é limpo, envolvente e de boa intensidade, com camadas que remetem a tabaco e carvão, um perfil mais terroso e terciário do que frutado. Em boca não é um vinho carnudo ou exuberante em fruta; a acidez viva sustenta a estrutura e os taninos são presentes e firmes, dando a sensação de um vinho sério, quase austero em sua juventude. O final é persistente, seco, com aquele caráter mineral típico do xisto do Douro.

Com o que combina

Por sua acidez firme e taninos marcados, pede pratos com gordura e sabor concentrado: javali estufado com castanhas, cordeiro assado no forno com alecrim e batatas a murro, costela de vitela grelhada em brasa, ou um cozido à portuguesa. Entre os queijos, vai bem com Serra da Estrela bem curado ou queijo de cabra maturado; charcutaria como presunto de porco preto e chouriço curado também funcionam pelo contraste com o frescor do vinho.

Sobre o vinho e o produtor

A Quinta do Fojo é uma propriedade familiar situada na margem esquerda do vale do rio Pinhão, em Alijó, conduzida pela enóloga Margarida Serôdio Borges, com cerca de 13 hectares divididos entre uma vinha centenária de campo misto e uma vinha mais jovem, de cerca de 30 anos, plantada em 1986. Este rótulo, batizado simplesmente de Quinta do Fojo, nasce exatamente dessa vinha mais jovem, de 4 hectares, onde a Tinta Roriz domina o field blend em solo de xisto e altitude entre 250 e 370 metros. Diferentemente do Fojo/Vinha do Fojo — feito na vinha velha, vinificado tradicionalmente em lagares com pisa a pé —, este vinho fermenta em cubas, o que lhe confere um perfil um pouco mais direto, ainda que preserve a mesma filosofia da casa de não manipular o resultado final. A safra de 2017 no Douro foi marcada por seca e calor, com colheita antecipada, o que costuma resultar em vinhos concentrados, de taninos firmes e acidez que ajuda a equilibrar o conjunto — exatamente o perfil que aparece neste rótulo.

Corpoencorpado
Graduação14%
AmadurecimentoFermentação em cubas (diferente do irmão Fojo/Vinha do Fojo, que passa por lagares com pisa a pé) seguida de cerca de 19 meses em grandes tonéis de carvalho francês
Servir a16-18°C
GuardaJá mostra harmonia entre 3 e 6 anos após a colheita, mas tem fôlego para evoluir positivamente até cerca de 12 a 15 anos após a safra, ou seja, aproximadamente até 2029-2032
ClassificaçãoDOC Douro

Vale saber

  • Vale a pena decantar de uma a duas horas antes de servir: os taninos firmes e o perfil ainda um pouco fechado se abrem e ganham em fruta e redondeza com a oxigenação.
  • Não confundir com o Fojo (ou Vinha do Fojo), o rótulo-bandeira da casa feito na vinha centenária e vinificado em lagares com pisa a pé — este Quinta do Fojo vem da parcela mais jovem e passa por fermentação em cubas, sendo uma porta de entrada mais acessível ao estilo da propriedade.
  • 2017 foi uma safra quente e seca no Douro, com colheita antecipada; tende a produzir vinhos com boa concentração e taninos mais presentes, o que está alinhado com a estrutura firme relatada neste vinho.
  • O perfil aromático com notas de tabaco e carvão, associado a um corpo não excessivamente carnudo mas de taninos abundantes, aproxima este vinho de tintos douro mais austeros e terrosos do que dos estilos frutados e macios que dominam boa parte da produção comercial da região.
  • Produção pequena e artesanal, típica de quinta boutique do Douro — não há grande disponibilidade em mercado, e cada safra reflete diretamente as condições climáticas do ano, sem correções de estilo em cantina.

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