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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Roagna – Azienda Agricola I Paglieri

Dolcetto D'Alba DOC 2022

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Roagna – Azienda Agricola I Paglieri
Safra
2022
Uva
100% Dolcetto
País
Itália
Categoria
tinto

Uva

100% Dolcetto

Tipo

tinto

Região

Piemonte (Barbaresco), Langhe

País

Itália

Como é este vinho

Cor rubi profundo, quase opaco, revelando desde a taça a intensidade da longa maceração. O nariz traz cereja madura, ameixa e amora entrelaçadas a notas florais de violeta, um toque de alcaçuz e uma pitada de especiarias, com um fundo terroso característico dos solos calcários de Asili. Na boca é tenso e ao mesmo tempo suculento, com acidez viva que equilibra o corpo médio e taninos presentes, finos e bem polidos para um Dolcetto. O final é mais compacto e mineral do que o esperado da uva, com leve amargor de casca de ameixa que convida ao próximo gole.

Com o que combina

Vitello tonnato, tagliatelle ao ragù de vitela, salame di Alba com giardiniera, costelinha de porco grelhada com ervas, risoto ai funghi porcini e queijos macios como toma ou robiola. Também harmoniza bem com pratos à base de tomate e embutidos, no estilo do aperitivo piemontês tradicional.

Sobre o vinho e o produtor

A Roagna é uma casa familiar histórica de Barbaresco, hoje conduzida por Luca Roagna ao lado do pai Alfredo, reconhecida sobretudo por seus Barbarescos e Barolos de grande longevidade, elaborados com viticultura de intervenção mínima e vinificações tradicionais de maceração longa. O Dolcetto d'Alba é o rótulo de entrada da linha clássica da propriedade, mas recebe o mesmo cuidado artesanal dos grandes vinhos da casa: vinhas com mais de 45 anos, localizadas nos vinhedos Pajè e Carso, na colina de Asili em Barbaresco, sobre solos ricos em giz, calcário e argila. Na safra 2022, marcada por um verão quente e seco no Piemonte, o vinho ganhou fruta mais madura e concentrada, mantendo ainda assim a frescor típica da casa graças à origem calcária dos terrenos. É um Dolcetto mais sério e estruturado do que a média da categoria, pensado para quem quer entender o estilo Roagna sem o investimento de um Barbaresco.

Corpomédio, com estrutura acima da média para o estilo
Graduação13,5% (estimado, referência de safra e denominação)
AmadurecimentoFermentação espontânea com leveduras indígenas em tinas grandes de madeira, maceração prolongada com chapéu submerso por cerca de 70 dias e envelhecimento por aproximadamente 12 meses em botti grandes de carvalho usado e tanques de cimento, sem filtração
Servir a15-17 °C
GuardaPode ser consumido já no lançamento, com boa janela até 2026-2027, cerca de 3 a 5 anos após a colheita
ClassificaçãoDOC

Vale saber

  • A Roagna aplica ao seu Dolcetto, um vinho normalmente simples e de consumo rápido, técnicas de vinificação típicas de grandes Nebbiolos: maceração com chapéu submerso por cerca de 70 dias, quando a média da categoria costuma ficar entre 8 e 15 dias.
  • As uvas vêm de vinhas com mais de 45 anos nos crus Pajè e Carso, na colina de Asili, os mesmos terrenos calcários que dão origem aos Barbarescos mais celebrados da casa.
  • A safra 2022 no Piemonte foi quente e de maturação adiantada, o que tende a resultar em vinhos com fruta mais madura e taninos mais arredondados, mas críticas apontam que o 2022 ficou ligeiramente menos fresco que o 2023 seguinte.
  • Apesar do rótulo de entrada, este Dolcetto amadurece em botti grandes de carvalho e cimento por cerca de um ano, prática incomum para a categoria e que agrega camadas extras de complexidade.
  • Não é necessário decantar por muito tempo; uma aeração de 15 a 20 minutos já revela bem as camadas florais e especiadas do vinho, ao contrário dos Barbarescos e Barolos da mesma casa, que pedem decantação mais longa.

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