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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domínio do Açor

Tinto Reserva 2021

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domínio do Açor
Safra
2021
Uva
60% Alfrocheiro Preto (Vinha Nascente), 40% Touriga Nacional (Vinha Romana)
País
Portugal
Categoria
tinto

Uva

60% Alfrocheiro Preto (Vinha Nascente), 40% Touriga Nacional (Vinha Romana)

Tipo

tinto

Região

Dão – Sub-região de Terras de Senhorim, Carregal do Sal (Oliveira do Conde)

País

Portugal

Como é este vinho

A cor é rubi profunda e vibrante. No nariz, o vinho abre com fruta vermelha e preta madura no ponto exato, entrelaçada com notas florais que lembram rosas, um toque quase alcatroado, especiarias finas e um fundo terroso e balsâmico típico do granito do Dão. Na boca é envolvente e ao mesmo tempo fresco, com extração delicada e taninos de textura sedosa mas firme, sustentados por acidez viva que traz sapidez mineral. O final é longo, com leve amargor de ervas serranas e persistência salina que convida ao próximo gole.

Com o que combina

Cabrito assado no forno com batatas a murro, javali estufado em vinho tinto, chanfana à moda da Beira, queijo Serra da Estrela curado, ou um risoto de cogumelos porcini com raspas de queijo da Serra.

Sobre o vinho e o produtor

O Domínio do Açor nasceu numa quinta com casa senhorial do século XVII em Oliveira do Conde, Carregal do Sal, coração do Dão, projeto tocado por um grupo luso-brasileiro liderado pelo sommelier Guilherme Corrêa e por Igor Beron, com enologia de João Costa e consultoria de Luís Lopes. O Reserva Tinto é o corte de topo da linha regular da casa, resultado da seleção de duas parcelas hierarquizadas pelo consultor de terroir chileno Pedro Parra: a Vinha Nascente, fonte do Alfrocheiro, e a Vinha Romana, fonte da Touriga Nacional. A safra de 2021 marca a estreia comercial do projeto, engarrafada em lote numerado de 3.893 garrafas, e já reuniu repercussão internacional, com boa pontuação da crítica britânica especializada em vinhos portugueses. É um tinto que busca conciliar a estrutura clássica do Dão com frescor e transparência de terroir, fermentado em lagar de granito por infusão e maturado em carvalho francês.

Corpoencorpado
Graduação14%
Amadurecimento18 meses em barricas de carvalho francês de 500 litros sobre as borras finas (parte em barricas novas), com trasfega e repouso adicional em inox por cerca de 3 meses antes do engarrafamento
Servir a16-18 °C
Guardade 2024 a 2034, com potencial de guarda de 10 a 12 anos a partir da colheita
ClassificaçãoDão D.O.P.

Vale saber

  • É o tinto mais ambicioso da linha regular do Domínio do Açor, produzido em apenas 3.893 garrafas numeradas na sua safra de estreia, 2021.
  • O corte une duas parcelas classificadas por Pedro Parra em lógica borgonhesa: a Vinha Nascente (Alfrocheiro) e a Vinha Romana (Touriga Nacional), reforçando o discurso de terroir hierarquizado da casa.
  • A fermentação espontânea em lagar de granito por infusão, com uvas inteiras e sem esmagamento, é uma técnica tradicional do Dão que preserva frutosidade e reduz extração agressiva de taninos.
  • Por ter taninos ainda vivos e firmes na juventude, vale decantar de 30 a 60 minutos antes de servir, sobretudo em garrafas com poucos anos de engarrafamento.
  • É um vinho que evoca comparação com tintos elegantes da Borgonha por sua textura sedosa e mineralidade granítica, mais do que com o estilo denso e alcoólico de alguns tintos alentejanos.

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