Domínio do Açor
Tinto Vila Romana 2021
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- Produtor
- Domínio do Açor
- Safra
- 2021
- Uva
- 70% Touriga Nacional, 30% Tinta Roriz
- País
- Portugal
- Categoria
- tinto
Uva
70% Touriga Nacional, 30% Tinta Roriz
Tipo
tinto
Região
Dão – Sub-região de Terras de Senhorim, Carregal do Sal (Oliveira do Conde)
País
Portugal
Como é este vinho
Rubi intenso e vivo no copo, com aroma que mistura frutas silvestres maduras, cereja preta e um travo de ervas e terra granítica, sem marcas evidentes de madeira nova. Na boca é de corpo médio, suculento, com acidez que dá frescor e taninos finos, embora a Tinta Roriz traga um leve toque frontal e rústico no ataque. O final é mineral e ligeiramente terroso, ganhando elegância à medida que o vinho respira na taça. É um tinto que se abre com o tempo, tornando-se mais macio e civilizado depois de 20 a 30 minutos de contato com o ar.
Com o que combina
Costelinha de porco com couve refogada, frango caipira ensopado com quiabo, churrasco de carnes vermelhas com pouco tempero, embutidos curados como chouriço e paio, e queijos de meia cura tipo Serra da Estrela acompanham bem esse perfil terroso e de taninos finos.
Sobre o vinho e o produtor
O Domínio do Açor é um projeto instalado numa quinta com casa senhorial do século XVII em Oliveira do Conde, no coração do Dão, tocado por um grupo luso-brasileiro liderado pelo sommelier Guilherme Corrêa e por Igor Beron, com enologia de João Costa e consultoria de Luís Lopes e do especialista em solos Pedro Parra. O Vila Romana Tinto é o rótulo de entrada da casa, resultado da seleção de uvas de quatro parcelas diferentes da propriedade — Nascente, Romana e Bastarda — reunindo Touriga Nacional e Tinta Roriz cultivadas em solos graníticos a cerca de 280-300 metros de altitude. Na safra 2021 o vinho foi fermentado com uvas inteiras, sem esmagamento, em lagares de granito e cubas de cimento, um método que preserva frescor e frutosidade, com a malolática conduzida em inox antes do estágio em madeira usada e cimento. É um vinho pensado para expressar o terroir do Dão com transparência, sem o peso de carvalho novo, mantendo o caráter rústico e ao mesmo tempo elegante que se tornou a assinatura da casa.
Vale saber
- A fermentação com uvas inteiras (sem esmagamento) em lagares de granito é uma técnica tradicional pouco comum hoje no Dão e ajuda a preservar frescor e taninos macios.
- O estágio é feito só em barricas já usadas de 500 litros e em cimento, nunca em madeira nova, então o carvalho praticamente não aparece no aroma nem no sabor.
- O vinho recebeu 92 pontos do crítico Robert Parker/Wine Advocate e também foi avaliado com 91 a 93 pontos por outras publicações como Falstaff e críticos independentes, o que reforça a reputação da vinícola como uma das revelações recentes do Dão.
- Vale decantar por 20 a 30 minutos antes de servir: a própria ficha da casa e as notas de degustação descrevem que o vinho fecha um pouco no início da taça e ganha elegância e suavidade conforme oxigena.
- É o tinto mais acessível e de entrada da gama do Domínio do Açor, funcionando como porta de entrada para conhecer o estilo da casa antes de experimentar rótulos de parcela única mais concentrados, como o Reserva ou a Vinha Velha.
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