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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Tiano & Nareno

Travesía 1908 2020

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Tiano & Nareno
Safra
2020
Uva
Malbec predominante, com parcela menor de Cabernet Franc (a proporção varia por safra e não há ficha técnica pública que confirme o corte exato de 2020)
País
Argentina
Categoria
tinto

Uva

Malbec predominante, com parcela menor de Cabernet Franc (a proporção varia por safra e não há ficha técnica pública que confirme o corte exato de 2020)

Tipo

tinto

Região

Mendoza (área de altitude, próxima a Luján de Cuyo)

País

Argentina

Como é este vinho

Cor rubi profundo tendendo a violeta, sinal de juventude e da concentração típica de Malbec de altitude. No nariz, ameixa madura, amora e cassis se cruzam com violeta, um toque de especiarias doces do carvalho e um fio herbáceo que sugere uso parcial de cachos inteiros na fermentação. Na boca é encorpado e denso, com acidez que sustenta a fruta sem pesar, taninos macios porém presentes, textura sedosa e final longo, com ecos de chocolate amargo e vaunilha. É um vinho de safra bem quente e madura em Mendoza, o que reforça a doçura da fruta e o volume alcoólico percebido.

Com o que combina

Bife de chorizo grelhado na brasa, matambre recheado com azeitonas e ovo, ossobuco de vitela com risoto de açafrão, cordeiro assado lentamente com alecrim e alho, queijo provolone curado defumado.

Sobre o vinho e o produtor

A Tiano & Nareno é um rótulo argentino de escala minúscula sediado em Mendoza, criado em torno da história de dois imigrantes italianos, Sebastiano e Nazzareno, que chegaram a Buenos Aires em 1908 e seguiram até a zona vinícola mendocina, onde recuperaram vinhas antigas décadas depois. O projeto engarrafa um único tinto de alta gama, o Travesía 1908, produzido apenas em safras consideradas excepcionais, o que resultou em pouco mais de meia dúzia de lançamentos nos últimos vinte anos. A safra 2020 confirma essa lógica de raridade: produção estimada abaixo de seis mil garrafas mundiais, distribuídas por poucos importadores selecionados, sem loja própria ou canal direto ao consumidor. É um Malbec de vinhedos de altitude que busca dialogar com referências internacionais de garagismo e produção limitadíssima, mais do que com o Malbec varietal de grande escala que popularizou a região.

Corpoencorpado
Graduação13,5% a 14% (estimado)
AmadurecimentoEstimados 12 a 18 meses em carvalho francês, combinando barricas novas e de segundo uso, com uma parcela do vinho passando por fermentação com cachos inteiros, prática que explica notas ligeiramente herbáceas percebidas em provas recentes
Servir a16-18 °C
Guardade 5 a 20 anos após a safra, com pico de complexidade a partir do sétimo ou oitavo ano

Vale saber

  • O Travesía 1908 só é engarrafado em safras que a casa considera excepcionais, então nem todo ano tem lançamento; isso o aproxima, em lógica de raridade, de rótulos como Salon na Champagne, que também pulam safras.
  • A produção mundial da safra 2020 é estimada em menos de seis mil garrafas, o que torna o vinho praticamente inacessível fora de listas de alocação de importadores especializados em vinhos de colecionador.
  • 2020 foi uma safra quente e relativamente seca em Mendoza, o que tende a gerar Malbecs mais concentrados, com fruta madura e menos frescor cítrico do que em safras mais frias como 2016 ou 2018 — vale decantar por uma a duas horas antes de servir para abrir o aromático e suavizar o tanino ainda jovem.
  • Não existe ficha técnica pública do produtor confirmando o corte exato desta safra; avaliações de safras anteriores oscilam entre um Malbec quase puro e um corte majoritário de Malbec com Cabernet Franc, então o percentual informado aqui é uma estimativa baseada no histórico do rótulo, não um dado confirmado para 2020.
  • Pela estrutura e pela textura sedosa relatada por provadores, o vinho é comparado tanto a Malbecs de garagem de Luján de Cuyo quanto, em alguns casos, a tintos de Bordeaux margem direita, dado o uso de Cabernet Franc no corte.

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