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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Comando G Viticultores

'Tumba Del Rey Moro' Villanueva Vino de Parcela 2021

Pré-venda

Preço publicado na abertura

A vitrine abre nos próximos dias. Entre na lista e receba o aviso antes do anúncio público — deste rótulo há poucas garrafas.

Produtor
Comando G Viticultores
Safra
2021
Uva
100% Garnacha (Grenache), de pé-franco
País
Espanha
Categoria
tinto

Uva

100% Garnacha (Grenache), de pé-franco

Tipo

tinto

Região

Serra de Gredos, Villanueva de Ávila (Ávila, Castilla y León)

País

Espanha

Como é este vinho

É um tinto de cor rubi muito claro, quase translúcido, que engana pela aparência antes de mostrar uma boca de grande tensão e energia. No nariz, discreto no início e que precisa de tempo na taça para se abrir, aparecem cereja e cereja ácida, violeta, rosa, casca de figo e notas herbáceas quase de pimenta verde, sobre um fundo mineral que lembra pedra granítica molhada. A boca é sedosa e ao mesmo tempo nervosa, de corpo médio para leve, acidez vibrante, taninos finos e quase impalpáveis, com um final longo, salino e persistente. É um vinho que privilegia tensão e precisão à potência frutada, reflexo direto do ano frio e da colheita tardia de 2021.

Com o que combina

Cordeiro assado com ervas do campo, coelho à caçadora, cogumelos silvestres salteados com manteiga, queijo de cabra curado da região de Ávila, ou um prato mais leve como atum vermelho grelhado ao ponto, que aproveita a frescor e a mineralidade do vinho sem disputar espaço com a fruta discreta.

Sobre o vinho e o produtor

Comando G Viticultores é o projeto criado em 2008 por Daniel Landi e Fernando García, colegas de enologia em Madri que decidiram resgatar vinhas centenárias de Garnacha esquecidas na Serra de Gredos, a cerca de 100 km a oeste da capital espanhola. Tumba del Rey Moro é uma das parcelas mais emblemáticas da casa: um vinhedo de cerca de 1 hectare a 1.100 metros de altitude, voltado para o norte, praticamente abandonado até ser redescoberto e recuperado pela dupla, plantado com cepas de 60 a 70 anos sobre solo arenoso rico em granito e quartzo. A safra 2021 foi marcada por um ano frio, com neve, geadas e colheita tardia em meados de outubro, resultando em um dos vintages mais tensos, austeros e elegantes já produzidos deste rótulo. A vinificação segue a assinatura borgonhesa da casa: fermentação com cachos inteiros em tina aberta, leveduras indígenas, maceração suave de cerca de 65 dias e criação em um único foudre grande, sem colagem nem filtragem. A produção é extremamente limitada, algo em torno de 1.700 garrafas e 50 magnuns dessa safra.

Corpoleve
Graduação14%
Amadurecimento14 meses em foudre de madeira de 1.400 litros, sem colagem e sem filtragem
Servir a14-16 °C
Guarda2024 a 2033, com potencial de evolução além disso graças à estrutura mineral da safra
ClassificaçãoVino de Parcela (parcela única) — categoria de vinho de mesa/IGP, fora da DO por se tratar de um vinhedo isolado dentro da Serra de Gredos

Vale saber

  • A safra 2021 é considerada por críticos como Luis Gutiérrez (Wine Advocate) e a Vinous uma das mais tensas e austeras já feitas deste rótulo, com ausência quase total de fruta madura e caráter mineral acentuado.
  • Recomenda-se decantar por cerca de 30 a 60 minutos antes de servir, pois o nariz é discreto logo após a abertura e se beneficia de contato com o ar para revelar as camadas florais e minerais.
  • O vinho lembra o estilo etéreo e transparente de certos Pinot Noir de Borgonha ou até garnachas de Châteauneuf-du-Pape na linha de produtores minimalistas como Château Rayas, mais pela textura sedosa e cor pálida do que pela intensidade de fruta.
  • A produção é minúscula, cerca de 1.700 garrafas e 50 magnuns, o que torna este um vinho essencialmente de colecionador e restaurantes especializados, raramente encontrado em grande volume.
  • As vinhas são de pé-franco, não enxertadas, plantadas diretamente sobre areia granítica, uma raridade na viticultura europeia pós-filoxera que confere um caráter ainda mais singular ao terroir.

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