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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Odyssée – Pierre Graffeuille & Matthieu Dumarcher

Vin de France 2017

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Odyssée – Pierre Graffeuille & Matthieu Dumarcher
Safra
2017
Uva
62% Cabernet Sauvignon (Médoc), 30% Grenache (Châteauneuf-du-Pape/Gigondas), 8% Counoise (Châteauneuf-du-Pape/Gigondas)
País
França
Categoria
tinto

Uva

62% Cabernet Sauvignon (Médoc), 30% Grenache (Châteauneuf-du-Pape/Gigondas), 8% Counoise (Châteauneuf-du-Pape/Gigondas)

Tipo

tinto

Região

Vale do Ródano / Vin de France (Médoc + Châteauneuf-du-Pape e Gigondas)

País

França

Como é este vinho

No copo aparece com cor rubi granada intensa, quase opaca no centro. O nariz abre discreto no início e evolui para kirsch, geleia de framboesa, amora silvestre, potpourri, cardamomo, ervas de Provence e sementes de erva-doce. Na boca é encorpado e macio, com taninos presentes mas bem polidos pela fruta doce do Grenache, acidez viva trazida pela Counoise e notas de canela, figo e garrigue que se repetem no retrogosto. O final é longo e perfumado, com aquele toque picante e levemente terroso típico do casamento entre Cabernet do Médoc e uvas do Ródano Sul.

Com o que combina

Cordeiro assado com ervas de Provence, entrecôte grelhado ao ponto com molho de vinho tinto, coelho ao vinho com azeitonas pretas, queijo comté ou parmesão de 24 meses, e pratos de caça como javali ou pato ao molho de frutas vermelhas.

Sobre o vinho e o produtor

Odyssée nasceu em 2015 da amizade entre Pierre Graffeuille, então diretor do Château Léoville Las Cases em Saint-Julien, e Matthieu Dumarcher, vigneron orgânico instalado no vale do Ródano, dois amigos de infância que decidiram cruzar as duas grandes tradições tintas da França num único corte. Por misturar Cabernet Sauvignon do Médoc com Grenache e Counoise de Châteauneuf-du-Pape e Gigondas, o vinho não se encaixa em nenhuma AOC e sai como Vin de France, numa produção pequena que muda de proporção a cada ano. A safra 2017 marcou a estreia da Counoise no corte, substituindo a Syrah usada nas primeiras edições e trazendo um frescor extra que equilibra os taninos rústicos do Cabernet com a generosidade frutada do Grenache. Foi também um ano em que o Ródano teve um desempenho mais generoso do que Bordeaux, o que se reflete na riqueza de fruta madura desta garrafa.

Corpoencorpado
Graduação13,5%
AmadurecimentoCabernet Sauvignon do Médoc envelhecido em barricas de carvalho já usadas, parte delas oriundas do Château Léoville Las Cases; Grenache e Counoise do Ródano Sul vinificados majoritariamente em cuba de inox ou tonel neutro, com passagem breve por madeira antes da montagem final do corte
Servir a16-18 °C
Guardade 5 a 12 anos após a colheita, ou seja, aproveitável hoje e com boa margem até por volta de 2029
ClassificaçãoVin de France

Vale saber

  • A safra 2017 foi a primeira a incluir Counoise no corte, substituindo a Syrah do Norte do Ródano usada em 2015 e 2016, o que deu ao vinho mais frescor e uma nota de especiaria distinta.
  • 2017 foi um ano climaticamente mais favorável ao Ródano Sul do que a Bordeaux, e isso aparece na concentração de fruta do lote de Grenache e Counoise que compõe 38% do corte.
  • Por ser um projeto sem estrutura comercial própria e sem AOC que o abrigue, a produção de cada safra é pequena e as proporções da mistura mudam ano a ano, o que torna cada rótulo praticamente uma edição única.
  • Dado o corpo cheio e os taninos ainda firmes, vale decantar por 30 a 60 minutos antes de servir, especialmente se a garrafa tiver menos de cinco anos de guarda.
  • O resultado lembra, ao mesmo tempo, a espinha dorsal de um Saint-Julien jovem e a generosidade especiada de um Châteauneuf-du-Pape, sem se parecer exatamente com nenhum dos dois — por isso é descrito por alguns críticos como uma bela heresia enológica.

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