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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Odyssée – Pierre Graffeuille & Matthieu Dumarcher

Vin de France 2019

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Odyssée – Pierre Graffeuille & Matthieu Dumarcher
Safra
2019
Uva
55% Cabernet Sauvignon (Médoc), 25% Grenache e 20% Mourvèdre (Châteauneuf-du-Pape e Gigondas)
País
França
Categoria
tinto

Uva

55% Cabernet Sauvignon (Médoc), 25% Grenache e 20% Mourvèdre (Châteauneuf-du-Pape e Gigondas)

Tipo

tinto

Região

Vale do Ródano (corte entre Médoc e Châteauneuf-du-Pape/Gigondas, engarrafado como Vin de France)

País

França

Como é este vinho

A cor é um rubi profundo e concentrado, quase opaco no centro da taça. No nariz aparecem cassis, ameixa e amora maduras ao lado de violeta, especiarias doces, cumin e um fundo de garrigue típico do sul do Ródano, com toques de tabaco, cedro e couro trazidos pelo Cabernet do Médoc. Na boca é encorpado, com taninos finos e envolventes, acidez que mantém o conjunto fresco apesar do calor da safra 2019, e um final longo, levemente picante, com nota de alcaçuz e madeira tostada bem integrada. É um vinho que une a estrutura tânica bordalesa a uma generosidade frutada e especiada tipicamente rhodaniense.

Com o que combina

Combina muito bem com cordeiro grelhado com ervas de Provence, filé mignon ao molho de vinho tinto, magret de pato, javali ou veado assados, risoto de funghi porcini e queijos duros e curados como um comté ou parmesão de 24 meses; também funciona com cassoulet e pratos à base de cogumelos selvagens.

Sobre o vinho e o produtor

Odyssée é um projeto a quatro mãos criado em 2015 por Pierre Graffeuille, diretor-geral do Château Léoville Las Cases (e ligado antes ao Château Montrose), e por Matthieu Dumarcher, vigneron independente da Drôme provençale, amigos de juventude que decidiram unir as duas grandes escolas do tinto francês em um único vinho. O corte reúne Cabernet Sauvignon das croupes de cascalho profundo do Médoc, entre Margaux, Saint-Julien, Pauillac e Saint-Estèphe, com Grenache e Mourvèdre dos solos de galets e argilo-calcário de Châteauneuf-du-Pape e Gigondas. Por combinar uvas de duas regiões que não podem coexistir em nenhuma AOC, o vinho é engarrafado como Vin de France, em produção muito pequena e artesanal, sem estrutura comercial própria nem site institucional. A safra 2019, a quinta edição do projeto desde o lançamento em 2015, manteve a proporção de 55% Cabernet Sauvignon para 45% de uvas do Ródano, refletindo um ano quente e generoso tanto em Bordeaux quanto no Vale do Ródano.

Corpoencorpado
Graduação14,5%
AmadurecimentoElevage em barricas de carvalho francês, com a fração de Cabernet Sauvignon passando por barris já usados vindos da adega de Léoville Las Cases e as uvas do Ródano vinificadas majoritariamente em tanque antes da montagem final do corte
Servir a16 a 18 °C
Guardapode ser bebido já a partir do lançamento e evolui bem até 8 a 10 anos após a safra, ou seja, aproximadamente entre 2021 e 2029/2031
ClassificaçãoVin de France

Vale saber

  • A proporção do corte muda a cada safra: em 2018 era 61% Cabernet com Grenache e Counoise, em 2019 passou para 55% Cabernet, 25% Grenache e 20% Mourvèdre, e em safras posteriores (2020, 2022) a fórmula voltou a mudar, então cada ano é uma leitura diferente da mesma ideia.
  • Vale decantar por 30 a 60 minutos antes de servir, pois o vinho ainda mostra um leve fechamento tânico e libera aromas de especiaria e garrigue com a aeração.
  • 2019 foi uma safra quente e solar tanto no Médoc quanto no sul do Ródano, o que resultou em um vinho de fruta bem madura e grau alcoólico elevado (14,5%), mas com acidez suficiente para manter o equilíbrio.
  • É um raro exemplo comercial de corte inter-regional Bordeaux-Ródano, prática comum no século XIX mas hoje proibida dentro do sistema de apelações, por isso o vinho só pode ser vendido como Vin de France simples, apesar do pedigree dos produtores.
  • Pierre Graffeuille, um dos criadores, hoje comanda o Château Montrose, o que aumenta o interesse de colecionadores por essa cuvée paralela e de produção limitada.

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