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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Quinta do Fojo

Vinha do Fojo 2015

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Quinta do Fojo
Safra
2015
Uva
Field blend de vinha velha (final do século XIX), predominantemente Tinta Roriz, com Tinta Barroca, Tinta Cão, Touriga Franca e Touriga Nacional em menor proporção
País
Portugal
Categoria
tinto

Uva

Field blend de vinha velha (final do século XIX), predominantemente Tinta Roriz, com Tinta Barroca, Tinta Cão, Touriga Franca e Touriga Nacional em menor proporção

Tipo

tinto

Região

Douro (Cima Corgo, vale do Pinhão, Alijó)

País

Portugal

Como é este vinho

Cor granada intensa e profunda, quase opaca no centro do cálice. O nariz é fechado quando recém-servido e só se abre por completo depois de 30 a 40 minutos de arejamento, revelando fruta escura madura, notas de couro, especiarias suaves e uma camada discreta de madeira nova bem integrada. Na boca é um vinho de grande potência, mas sem aspereza: a estrutura tânica é firme e assertiva, sustentada por acidez viva que traz frescor apesar do corpo denso. O final é longo, com camadas de fruta, terra e madeira que se sucedem, e a sensação clara de um vinho pensado para envelhecer, não para beber de imediato.

Com o que combina

Pede pratos de igual densidade: um cabrito ou cordeiro assado no forno a lenha com batata a murro, um javali estufado em vinho tinto, ou uma posta de vitela maturada grelhada com azeite e alecrim. Também funciona muito bem com queijo da Serra da Estrela curado ou um Azeitão amanteigado, e com pratos de caça de pena como perdiz estufada. Evite acompanhamentos muito leves ou ácidos, que serão engolidos pela potência do vinho.

Sobre o vinho e o produtor

A Quinta do Fojo é uma propriedade familiar do Douro, no vale do Pinhão, concelho de Alijó, conduzida pela enóloga Margarida Serôdio Borges, que trabalha apenas duas parcelas da quinta e delas tira, no máximo, dois vinhos por ano. O Vinha do Fojo nasce exclusivamente da vinha velha de campo misto plantada no final do século XIX, cerca de 7 hectares em socalcos de xisto entre 270 e 370 metros de altitude, vinificada da forma mais tradicional possível: fermentação em lagares de granito com pisa a pé, sem intervenções que maquiem o resultado final. A safra de 2015 foi uma das mais aclamadas da casa, recebendo nota 96+ da Wine Advocate, que descreveu um vinho de grande potência e profundidade, claramente feito para quem tem paciência e adega. É um rótulo de produção limitada, já que sai de uma única parcela histórica e só é engarrafado como Vinha do Fojo nos anos em que a quinta não considera a colheita excepcional o bastante para levar o nome mais raro, Fojo.

Corpoencorpado
Graduação14%
Amadurecimento23 meses em barricas de carvalho francês, sendo 60% novas e 40% de terceiro ano
Servir a16-18 °C
Guardade 2025 a 2045, com potencial para se manter elegante por décadas se bem guardado
ClassificaçãoDOC Douro

Vale saber

  • O nome do rótulo já é uma classificação interna da própria quinta: nos anos mais extraordinários, o vinho dessa mesma vinha velha vira 'Fojo' em vez de 'Vinha do Fojo' — uma lógica de seleção parecida com a do lendário Barca Velha.
  • A vinificação em lagares de granito com pisa a pé é a mesma técnica ancestral usada nos melhores vinhos do Porto vintage, o que explica a extração generosa de cor e tanino sem dureza excessiva.
  • A crítica especializada foi enfática ao recomendar decantação longa ou guarda: o vinho só começa a se abrir de verdade depois de bastante tempo em contato com o ar, e beber jovem seria desperdiçar o potencial.
  • 2015 é lembrada no Douro como uma safra de maturação equilibrada, com calor suficiente para gerar concentração e acidez que sustenta a longevidade — condição ideal para tintos estruturados como este.
  • É um vinho de produção bastante restrita, saído de uma única parcela centenária de pouco mais de 7 hectares; algumas fontes falam em poucos milhares de garrafas para essa colheita, o que reforça seu caráter de tiragem limitada.

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