Luís Seabra Vinhos
Alvarinho Granito Cru 2023
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- Produtor
- Luís Seabra Vinhos
- Safra
- 2023
- Uva
- 100% Alvarinho
- País
- Portugal
- Categoria
- branco
Uva
100% Alvarinho
Tipo
branco
Região
Vinho Verde – subrregião de Monção e Melgaço, freguesia de Paderne (Melgaço)
País
Portugal
Como é este vinho
Cor palha brilhante, quase dourada. No nariz aparecem casca de limão, maçã verde, capim-limão, conchas do mar e um toque de fruta de pomar levemente cozida, com uma pontinha reduzida de sílex que se abre com a taça. Na boca surpreende pelo peso: é um Alvarinho de corpo médio a encorpado, não o estilo leve e efervescente típico do Vinho Verde, com acidez cortante e sabores incisivos de limão, pêssego verde, maçã verde e manga verde. A mineralidade salina lembra pedra granítica molhada e conduz um final longo, tenso e levemente austero, com textura quase cristalina.
Com o que combina
Ostras cruas ou grelhadas com manteiga de ervas, mariscos ao vapor, garoupa ou robalo inteiro grelhado na brasa, ceviche de peixe branco com leite de tigre cítrico, e queijo de cabra fresco tipo chèvre.
Sobre o vinho e o produtor
Luís Seabra passou uma década ao lado de Dirk Niepoort no Douro antes de montar, em 2013, seu próprio projeto de vinhos de baixa intervenção organizados por tipo de solo. Embora seja mais conhecido pelos xistos do Douro, o Granito Cru é a expressão dessa mesma filosofia aplicada ao Vinho Verde: um Alvarinho de vinha antiga, plantada em 1989 na freguesia de Paderne, Melgaço, sobre solos graníticos entre 50 e 150 metros de altitude. É um dos raros Vinhos Verdes vinificados com malolática completa e envelhecimento em tonéis grandes de carvalho, o que empresta ao vinho um peso e uma complexidade pouco usuais para a região, tradicionalmente ligada a estilos leves e frisantes. A safra 2023 confirma o perfil da linha: tenso, salino, com fruta madura mas nunca doce, e uma acidez que puxa o vinho para um registro quase de Chablis maduro.
Vale saber
- O nome 'Cru' aqui não remete à classificação francesa de vinhedo, mas ao sentido literal em português de algo 'cru', não adulterado — reforça a ideia de vinho sem maquiagem enológica.
- A malolática completa é incomum para Alvarinho e para o Vinho Verde em geral; isso arredonda a acidez naturalmente altíssima da casta e explica o caráter levemente oxidativo notado por alguns críticos.
- As vinhas usadas têm mais de 30 anos (plantadas em 1989), o que traz concentração e profundidade que fogem do perfil simples de Vinho Verde jovem.
- Vale decantar entre 30 e 60 minutos antes de servir: o vinho costuma mostrar uma nota reduzida e fechada logo após a abertura, que se dissipa com aeração revelando fruta e mineralidade.
- Bebedores e críticos frequentemente comparam o estilo a um Chablis mais maduro ou a brancos texturizados do Loire, dada a combinação de acidez elétrica, envelhecimento em tonel grande e leve untuosidade de borras.
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