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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Les Poëte

Argos 2018

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine Les Poëte
Safra
2018
Uva
100% Sauvignon Blanc
País
França
Categoria
branco

Uva

100% Sauvignon Blanc

Tipo

branco

Região

Vale do Loire (Quincy/Reuilly, Centre-Loire)

País

França

Como é este vinho

O nariz é vivo e de pureza cristalina, com aromas de cítricos, sálvia, flor de laranjeira e notas exóticas de manga e lichia que, com a abertura, cedem espaço a limão-siciliano e a uma mineralidade quase fumê, lembrando pederneira. Na boca é tenso e vertical, com acidez marcante mas bem equilibrada por uma textura levemente untuosa, resultado do contato prolongado com as borras finas. Aparecem notas picantes, quase de rabanete, e um travo salino que se estende num final longo e sápido. É um sauvignon mais estruturado e denso do que o padrão frutado da região, com um perfil que lembrantes já foram descritos como "quase borgonhês" pela riqueza contida e pela acidez linear.

Com o que combina

Combina muito bem com salada de aspargos brancos, truta grelhada ao limão e erva-doce, e ravióli de caranguejo com coentro, pratos sugeridos pela própria distribuição do vinho. Funciona também com ostras cruas, ceviche de robalo, queijo de cabra fresco e risoto de ervilhas com menta, já que a acidez viva do Sauvignon corta bem gorduras leves e realça pratos de ervas frescas. A textura sobre borras permite ainda acompanhar um peixe grelhado com manteiga e ervas finas sem que o vinho perca presença.

Sobre o vinho e o produtor

O Domaine Les Poëte é conduzido por Guillaume Sorbe, ex-cozinheiro e sommelier que se formou em viticultura e enologia em Beaune antes de voltar às suas raízes no Berry, entre Reuilly e Quincy, para montar o próprio domaine em meados dos anos 2000. A cuvée Argos nasce de parcelas jovens sobre solos arenosos e cascalhentos de origem aluvionar, com bolsões de argila calcária e sílex conforme o talhão, dentro da área historicamente ligada à apelação Quincy. Sorbe optou por engarrafar Argos como Vin de France, abrindo mão do selo AOP para ganhar liberdade enológica plena, sem que isso reduza a origem ou a ambição do vinho. A safra 2018 foi um marco para a casa, ano em que a Revue du Vin de France elegeu Sorbe como "vigneron do ano" e avaliou esta cuvée com 92 pontos, reconhecendo a precisão rara que ele consegue extrair do Sauvignon Blanc nesta porção mais oriental do Loire.

Corpomedio
Graduação13% a 13,5%
AmadurecimentoFermentação parcelar em cubas de inox e em barricas de 400 e 600 litros, seguida de criação sobre borras finas por cerca de 12 a 18 meses antes do corte final das parcelas
Servir a10-12 °C
GuardaPode ser consumido já nos primeiros 2 a 3 anos, mas guarda bem até 8 a 10 anos após a safra, ou seja, com boa margem até 2027-2028
ClassificaçãoVin de France (uvas de terroir historicamente Quincy)

Vale saber

  • O nome Argos remete ao gigante mitológico de cem olhos cuja vigilância era impossível de enganar, uma metáfora direta para a vinificação parcela a parcela que caracteriza as 28 glebas do domaine.
  • Embora as uvas venham de terroir historicamente ligado à AOP Quincy, o vinho é rotulado como Vin de France porque Guillaume Sorbe prefere se libertar das exigências do INAO para vinificar como quiser, inclusive com uso de barricas de 400-600 litros pouco usuais na apelação.
  • A vinificação inclui cuidados incomuns para um sauvignon de Loire, como enchimento da prensa por inertização e transferência do mosto sem contato com nitrogênio, técnicas voltadas a preservar frescor e pureza aromática e que aproximam o resultado final de um estilo mais denso, quase borgonhês.
  • 2018 foi uma safra quente e generosa no Loire, o que se reflete numa riqueza de fruta madura (manga, lichia) contida por uma acidez linear bem marcada, equilíbrio que vale a pena observar ao comparar com safras mais frescas como 2017 ou 2021 do mesmo rótulo.
  • Não é necessário decantar, mas vale abrir a garrafa 20 a 30 minutos antes de servir, já que o próprio material de degustação da casa menciona que o perfil aromático muda perceptivelmente após alguns minutos de contato com o ar, revelando limão e mineralidade de pederneira.

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