Domaine Les Poëte
Argos 2019
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- Produtor
- Domaine Les Poëte
- Safra
- 2019
- Uva
- 100% Sauvignon Blanc
- País
- França
- Categoria
- branco
Uva
100% Sauvignon Blanc
Tipo
branco
Região
Vale do Loire — parcelas em Quincy (domaine sediado entre Reuilly e Quincy, Berry)
País
França
Como é este vinho
Nariz intenso e profundo, com boa complexidade: cítricos como grapefruit e casca de limão dividem espaço com maçã verde, flor de laranjeira, toques de manga e lichia, e uma nota fumê/mineral tipo pederneira que se acentua com a aeração. Na boca chega com volume generoso e textura levemente untuosa, quase gorda para um sauvignon, mas sustentada por acidez viva e bem calibrada que evita qualquer sensação de peso. O meio de boca traz especiarias doces e sapidez salina, e o final é longo, mineral e persistente, com aquele amargor cítrico característico do sauvignon bem maduro. Sem taninos (é um branco), mas com estrutura e tensão suficientes para lembrar brancos de Borgonha vinificados em madeira usada.
Com o que combina
Peixe grelhado ao molho beurre blanc, tourteau farci (caranguejo recheado à francesa), camarões salteados com manteiga e limão siciliano, queijo de cabra crottin de Chavignol, risoto de aspargos verdes com raspas de limão e ostras frescas com um fio de vinagrete de chalota.
Sobre o vinho e o produtor
O Domaine Les Poëte é a casa do vigneron Guillaume Sorbe, formado em sommellerie e enologia, que montou sua estrutura no Berry entre Reuilly e Quincy em meados dos anos 2000, batizando-a em homenagem à bisavó Esther Poëte. O Argos nasce de parcelas específicas dentro da denominação Quincy, uma das mais antigas e menores do Loire, plantadas sobre solos de areia e cascalho aluvial que dão ao sauvignon uma mineralidade crocante e uma textura quase cremosa, incomum para a uva. Desde cerca de 2018 Sorbe optou por engarrafar essa cuvée como Vin de France em vez de reivindicar a AOP Quincy, buscando liberdade total de estilo sem as amarras do INAO — uma decisão estética, não uma queda de qualidade. A safra 2019 foi generosa e madura no Loire, o que se reflete no volume e na riqueza do Argos, equilibrados pela acidez natural do sauvignon e pelo trabalho parcela a parcela que é a marca registrada da casa.
Vale saber
- Embora venha de vinhas dentro da denominação Quincy, o Argos é engarrafado como Vin de France desde cerca de 2018, escolha deliberada de Guillaume Sorbe para ter liberdade de estilo fora das regras do INAO.
- O envelhecimento parcial em barricas usadas de 400 e 600 litros, somado à fermentação espontânea e à criação prolongada sobre borras, aproxima este sauvignon do perfil de um branco borgonhês encorpado, algo raro na região.
- A Revue du Vin de France avaliou cuvées Argos consecutivas na faixa de 92 a 93 pontos, e o crítico Michel Bettane já chegou a apontar Sorbe como um futuro grande nome mundial do sauvignon blanc.
- Decantar por 30 a 60 minutos antes de servir ajuda a abrir o vinho e revelar a camada mineral e defumada que só aparece com aeração.
- A 2019 é uma safra considerada quente e generosa no Loire, o que explica o volume e a untuosidade do Argos nesse ano, mais evidentes do que em vintages mais frescos como 2017.
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